10 truques de linguagem corporal para vencer uma negociação

Na busca por um acordo, um gesto vale por mil palavras. Veja dicas para ganhar uma negociação segundo especialista em linguagem corporal

São Paulo — Vencer negociações não depende somente de técnicas de persuasão e bom controle emocional. Para conseguir um acordo favorável aos seus interesses, é preciso ler a linguagem corporal do seu oponente.

Ocorre que compreender o idioma do corpo é muito mais difícil do que parece. Caíram no imaginário popular muitas associações esquemáticas — a ideia de que cruzar os braços significa “se fechar” para o outro, por exemplo — mas nenhuma delas pode ser considerada regra.

“Uma pessoa com os braços cruzados pode simplesmente estar com frio”, afirma Glauco Cavalcanti, professor de negociação do curso de MBA da Fundação Getúlio Vargas (FGV) e fundador da empresa GC-5 Soluções Corporativas.

Daí a primeira lição básica dos estudiosos de linguagem corporal: a leitura correta de um gesto não pode tomá-lo como um fenômeno isolado. É preciso levar em conta o contexto em que ele aparece.

Não dá para ignorar fatores sutis como a temperatura do recinto, o grau de conforto das cadeiras, a personalidade do indivíduo, seu humor e nível de estresse naquele dia, e por aí vai.

Cavalcanti afirma que também não dá para avaliar posturas fixas ou estáticas. O objetivo não é olhar para a “fotografia”, mas para o “filme” que se passa diante dos seus olhos. “Precisamos acompanhar a evolução dos movimentos da pessoa para criar uma história”, diz o professor. “Só uma sequência de posturas permite arriscar qualquer interpretação”.

Dito isso, é possível estabelecer alguns princípios gerais para compreender a linguagem corporal do outro — e, principalmente, modelar as suas próprias posturas e gestos para atingir determinados objetivos.

A seguir, você verá 10 conselhos do professor da FGV para transmitir autoconfiança, desarmar o seu interlocutor e abri-lo para os seus argumentos durante uma negociação. Confira:

Comentários

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  1. Walter Belarmino

    Essa dica deixa claro o que um estudo executado por uma grande empresa de pesquisa de mercado e marketing que afirma onde a linguagem não verbal – linguagem corporal – é responsável por 70% da atenção das pessoas em relação a sua atenção e comunicação. É certo que tal prática auxilia numa negociação. Porém nos tempos de crise e desemprego tal objeto de comunicação não é lá tão importante para as pessoas. As pessoas procuram vantagens e garantias. O mercado de concurso público é mais claro e meritocrata. No vídeo da série como passar em concurso onde vi no link https://goo.gl/3qa4ij onde o professor Kalebe Dionízio afirma que o setor de concurso público é mais estável e evitamos nesse mercado tais ” gincanas” com práticas de mercados sem estabilidade. Dai, essa linguagem é muito importante para a negociação porém ninguém garante com sua estabilidade no mercado apenas com uma linguagem corporal.