Trânsito estaria melhor com mais Metrô, diz Padilha

Candidato do PT defendeu um bilhete único integrado para o transporte nas regiões metropolitanas

São Paulo – O candidato do PT ao governo de São Paulo, Alexandre Padilha, defendeu um bilhete único integrado para o transporte nas regiões metropolitanas do Estado, além da redução do ICMS dos combustíveis para reduzir os custos dos transportes e permitir que as prefeituras reduzam os preços das passagens.

Durante entrevista na série “Entrevistas Estadão”, Padilha criticou o atual governador do Estado, Geraldo Alckmin (PSDB), por ter sido contra a redução do ICMS dos combustíveis.

“Outros Estados adotaram, como o Amazonas”, comparou, acrescentando que é fundamental garantir que o transporte seja mais barato e mais rápido para o trabalhador.

O candidato criticou a demora na ampliação do Metrô em São Paulo e prometeu fazer em quatro anos o que o governo atual “está prometendo fazer até 2020”.

“Se o metrô tivesse acontecido na velocidade na qual São Paulo merece, o trânsito certamente estaria melhor”, afirmou. Padilha prometeu levar o Metrô até o ABC, Taboão da Serra e Guarulhos, além de concluir a linha até Brasilândia.

O ex-ministro frisou que não fará parcerias com empresas que tenham cometido irregularidades. “Queremos usar o mesmo modelo da Copa do Mundo para fazer parcerias”, explicou.

Campanha

Ele também reconheceu que pode estar faltando dinheiro no começo da campanha, mas, segundo ele, sobra militância para ajudar a reverter a situação.

Questionado durante a sabatina sobre o fato de o candidato ter gastado R$ 33 milhões a mais do que recebeu até agora, faltando 60 dias para o pleito de 5 de outubro, Padilha evitou falar da situação financeira e preferiu exaltar o esforço do PT para fazer uma “bela campanha”.

“Vamos juntos com a militância realizar uma bela campanha, como só o PT sabe fazer. Estou muito orgulhoso disso”, respondeu. Padilha é o quarto convidado da série Entrevistas Estadão, da qual participam os principais candidatos ao governo de São Paulo.