Temer homenageará colombianos que se solidarizaram com tragédia

Duas condecorações serão concedidas a colombianos que atuaram no resgate das vítimas e participaram da cerimônia no estádio

O presidente Michel Temer vai homenagear, nos próximos dias, as autoridades e cidadãos colombianos que demonstraram solidariedade com o Brasil após o acidente com o voo da Chapecoense, que matou 71 pessoas no último dia 29 de novembro.

Duas condecorações serão concedidas a colombianos que atuaram no resgate das vítimas e participaram da cerimônia no estádio Atanasio Girardot, em Medellín.

Um dia depois da tragédia, no local que seria o palco da final entre a Chapecoense e o Atlético Nacional, as autoridades colombianas conduziram uma emocionante cerimônia de homenagem às vítimas, com a presença de mais de 40 mil pessoas.

Além da Ordem do Mérito da Defesa, que premia personalidades civis e militares que prestaram serviços às Forças Armadas, o governo vai entregar a Ordem de Rio Branco, considerada a mais alta condecoração da diplomacia brasileira.

Serão homenageados o ministro da Defesa da Colômbia, Luís Carlos Villegas Echeverri, o diretor da Polícia Nacional da Colômbia, Jorge Hernando e o comandante da Força Aérea Colombiana, Carlos Eduardo Bueno Vargas.

O prefeito de Medellín, Federico Gutierrez, e outros cidadãos que auxiliaram no resgate das vítimas também receberão as comendas.

Na semana passada, o Ministério do Esporte concedeu a Cruz e a Medalha do Mérito Desportivo ao Club Atlético Nacional, equipe que disputaria a final da Copa Sul-Americana contra a Chapecoense.

Após o acidente, o time solicitou à Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol) que a equipe catarinense fosse reconhecida como campeã do torneio. Os familiares das vítimas já receberam a mesma condecoração.

Um avião da Força Aérea Brasileira (FAB) deve realizar o transporte dos colombianos que confirmarem presença no evento, previsto para a próxima sexta-feira (16) no Palácio do Planalto.

Hoje (13), três sobreviventes da queda do avião desembarcaram no Brasil e devem continuar o tratamento médicos iniciado na Colômbia.