Suspeitos no caso Alstom também mantinham contas na Suíça

Nomes dos correntistas do HSBC foram divulgados na quinta-feira, 12, em reportagem do jornal O Globo, em parceria com o portal UOL

Genebra e Brasília – Ao menos 23 personagens de dez casos de suspeita de desvio de dinheiro público ou fraude em instituições financeiras no Brasil mantiveram contas secretas no HSBC em Genebra, na Suíça, de acordo com informações que datam de 2006 e 2007. Na relação, há nomes envolvidos em casos de corrupção como Lava Jato, Alstom e Máfia da Previdência.

Em relação à Operação Lava Jato, o correntista é Henry Hoyer de Carvalho, apontado como segundo operador do PP no esquema de desvio de dinheiro na Petrobras.

Com relação ao Caso Alstom, em que a multinacional francesa é investigada por suspeita de pagar propina em contratos com o Metrô de São Paulo e referentes à construção da usina de Itá (RS-SC), aparecem Paulo Celso Mano Moreira da Silva e Ademir Venâncio de Araújo.

Sobre a Máfia da Previdência, fraude descoberta em 1992 que desviou US$ 310 milhões, os envolvidos são Ilson Escóssia da Veiga, Nestor José do Nascimento e Tainá de Souza Coelho.

Os nomes dos correntistas do HSBC foram divulgados na quinta-feira, 12, em reportagem do jornal O Globo, em parceria com o portal UOL.

Os dados integram a revelação conhecida como SwissLeaks (vazamento na Suíça), que abrange um acervo de informações sobre 106 mil clientes do banco de 203 países, incluindo o Brasil, com 8.687 correntistas.

A investigação jornalística mundial é comandada pelo ICIJ, sigla em inglês para Consórcio Internacional de Jornalistas Investigativos, em parceria com o jornal francês Le Monde.

No total, foram movimentados um valor superior a U$S 100 milhões. A princípio, não é ilegal manter uma conta na Suíça, desde que ela seja declarada à Receita Federal e ao Banco Central.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.