Solidariedade volta a trocar titular na CCJ antes de votação

A liderança do partido alegou que a "dança das cadeiras" na CCJ se deve à decisão de indicar apenas deputados que ainda não manifestaram como votarão

Brasília – Enquanto o governo busca votos contrários à admissibilidade da denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) contra o presidente Michel Temer (PMDB), os partidos aliados fazem mudanças na composição da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara para garantir apoio ao Palácio do Planalto. Nesta quarta-feira, 5, o Solidariedade voltou a mexer na representação da bancada no colegiado.

No dia 26 de junho, a secretaria da comissão tomou conhecimento da retirada de Major Olímpio (SD-SP) da titularidade para dar espaço ao líder da bancada, Áureo Moreira (RJ).

Olímpio, ferrenho opositor do governo, foi colocado na suplência. Hoje, Áureo deixou a vaga de titular e indicou Laércio Oliveira (SD-SE), reconhecido governista.

A liderança do partido alegou, em nota, que a “dança das cadeiras” na CCJ se deve à decisão da bancada de indicar como titular apenas deputados que ainda não manifestaram como votarão sobre a denúncia.

“Assim que a denúncia foi encaminhada à Câmara dos Deputados, levei o tema à reunião da bancada para definirmos quais seriam os nossos representantes na CCJ. Avaliamos que, para garantir total isenção ao processo, aqueles que já haviam manifestado a intenção de voto (positivo ou negativo) não deveriam compor a comissão como titulares”, diz a nota de Áureo.

Major Olímpio seguirá na suplência, informa a mensagem do líder do partido. “Decidimos que o Solidariedade seria representado pelos seguintes membros titulares: Dep. Laércio Oliveira (SE) e Dep. Genecias Noronha (CE). O Dep. Major Olímpio permanecerá como suplente, vez que já havia declarado seu voto antes mesmo da conclusão do inquérito e apresentação da denúncia”, justifica Áureo.

Na mensagem, Áureo diz que não entrou na CCJ para votar a denúncia contra Temer e que sua intenção era tratar de propostas de seu interesse e da bancada.

Ele voltará a ser membro da Comissão de Defesa do Consumidor e, quando a pauta de votações for “normalizada” na CCJ, pretende retornar ao colegiado.