Sibá diz que não há indícios contra Dilma para impeachment

"Não há nada, matéria nenhuma, que venha a incriminar a presidente", afirmou o líder do PT na Câmara

Brasília – O líder do PT na Câmara, Sibá Machado (AC), afirmou há pouco que não há indícios contra presidente Dilma Rousseff que possam basear um pedido de impeachment.

“Não há nada, matéria nenhuma, que venha a incriminar a presidente, portanto, a peça apresentada por Hélio Bicudo é frágil é inconsistente e a oposição sabe disso e está tentando encontrar elemento para robustecer esta tese”, afirmou ao sair de reunião com o ministro da secretaria de Governo, Ricardo Berzoini.

A expectativa é de que amanhã o presidente da Câmara, Eduardo Cunha, decida sobre o pedido de impeachment proposto pelos juristas Hélio Bicudo e Miguel Reale Junior.

“A presidente Dilma tem razão e não há nada que pese contra a sua conduta pública”, frisou o líder.

Pela manhã, Berzoini se encontrou com a presidente Dilma, o ministro da casa civil, Jaques Wagner e da justiça, José Eduardo Cardozo.

No início da tarde de hoje, o chefe da secretaria de governo se reuniu com deputados do PT em seu gabinete no Palácio do Planalto. Ao deixar o encontro, o deputado Carlos Zaratini afirmou que o desafio agora é conseguir os 257 votos a favor da presidente.

O líder do governo acredita que o pedido de impeachment irá para disputa política e que os 257 votos serão decididos através de uma disputa política.

“Não posso acreditar que os parlamentares poderão votar só porque alguém está pedindo, mesmo com o aditamento”, afirmou. Sibá Machado frisou por diversas vezes que o governo irá para o embate político e que o governo tem razão no elemento. “Tudo é baseado em diálogo e conversa e vamos fazer isso durante esta terça-feira”, frisou.

Sobre o posicionamento que Cunha deve tomar amanhã, Machado preferiu não se posicionar mas espera que o presidente da Câmara arquive a matéria.

“Acredito que ele vai arquivar essa matéria com os conhecimentos que ele tem sobre o regimento e, aí, se vier um recurso, passa a ser um assunto político e acreditamos que a base do governo precisará de um bom e preciso diálogo”, afirmou.

“Não quero ser adivinho, vidente, ter bola de cristal, quero acreditar em fatos”, disse Machado se referindo à decisão que Cunha tomará amanhã. Ao ser questionado sobre a orientação do PT sobre a saída de Eduardo Cunha da presidência da Casa, Machado disse ter chamado reunião da bancada para amanhã às 13h.