Saga para passar PEC do Teto prova diferenças entre Temer e Dilma

Para garantir aprovação da proposta, presidente recebeu maioria dos parlamentares em reuniões e jantares

Brasília – A aprovação da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) do Teto de gastos públicos, cujo capítulo final aconteceu nesta terça (13), foi sustentada diretamente pelo presidente Michel Temer (PMDB) ao projeto, considerado um dos principais mecanismos para garantir o reequilíbrio das contas públicas.

O Palácio do Planalto atuou diretamente para viabilizar a aprovação da proposta no Congresso Nacional. Diferentemente da ex-presidente Dilma Rousseff (PT), Temer foi ativo nas articulações e recebeu parlamentares ao longo da tramitação da PEC nas duas Casas.

O texto principal foi aprovado, em segundo turno, por 53 senadores e teve 16 votos contrários. A aprovação de uma emenda constitucional exige apoio de pelo menos três quintos dos senadores (49 dos 81).

Diariamente, o peemedebista recebeu deputados federais e senadores em seu gabinete no Planalto. Outro gesto atencioso do presidente foi a série de jantares que realizou com parlamentares no Palácio do Alvorada.

No total, foi um jantar e um coquetel para deputados e um jantar para senadores. O presidente ainda encontrou os senadores em outra ocasião. Ele foi ao jantar oferecido aos senadores por Eunício Oliveira (PMDB-CE) no final de novembro.

Nos encontros, Temer contou com a presença de economistas, que fizeram exposições técnicas sobre a proposta que limita os gastos públicos nos próximos 20 anos.

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Comentários

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  1. nercedino gabriel

    pois é.aprovando essa PEC como vai ficar os aposentados sendo que o salario minimo não vai mais ser reajustado por 20 anos.pois a inflação vai corroer as aposentadorias vão passar a viver na miséria?