Curtas – o que houve de mais importante ontem

Ministra Cármen Lúcia rejeita mandado de segurança de deputados do PDT que tentava suspender denúncia contra Temer

Renan, o opositor

O senador Renan Calheiros, líder da bancada do PMDB no Senado até o final de junho, afirmou em entrevista ao jornal Folha de S. Paulo que “ninguém aguenta mais o governo”, e apontou Rodrigo Maia (DEM-RJ) como possível condutor da “inevitável travessia”. “Querem tirar de qualquer forma o piloto porque a turbulência está cada vez mais insuportável, ninguém aguenta mais”, afirma o senador, alvo de mais de dez investigações e de uma denúncia na Lava-Jato.

Cármen: o jogo segue

A presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Cármen Lúcia, rejeitou neste domingo um mandado de segurança de deputados do PDT que tentava suspender a tramitação da denúncia contra o presidente Michel Temer na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados. O pedido foi protocolado no STF na quinta-feira, e é assinado pelos deputados Afonso Antunes da Motta (PDT-RS) e André Figueiredo (PDT-CE).

Alckmin e o desembarque

Na véspera de um encontro que deverá reunir, hoje, algumas das principais lideranças tucanas para discutir o possível desembarque do PSDB da base aliada do governo do presidente Michel Temer (PMDB), o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), indicou neste domingo que a decisão de seu partido sobre a permanência ou não na gestão do peemedebista é questão de semanas. Ele adiantou que não vê motivo para o PSDB participar do governo depois da votação da reforma trabalhista, prevista para terça-feira no Senado, e da reforma da Previdência. Na sua avaliação, os tucanos devem ajudar o Brasil, “mas sem precisar participar do governo”.

Alpargatas na mira

A Cambuhy e o Itaúsa podem pagar entre 3,3 bilhões e 3,5 bilhões de reais por uma participação majoritária na Alpargatas SA, disseram duas fontes à agência Reuters. Os lucros com a venda da Alpargatas, cujas ações têm forte alta neste ano, podem ajudar a reduzir a grande dívida dos proprietários, que também estão envolvidos em escândalo de corrupção. A Cambuhy Investimentos Ltda e a Itaúsa Investimentos SA estão trabalhando para fechar os termos de um acordo já nesta semana.

Interdição de São Januário?

O Ministério Público (MP) do Rio de Janeiro vai pedir nesta segunda-feira a interdição do estádio de São Januário, do Vasco. No sábado, o torcedor vascaíno Davi Rocha Lopes, de 27 anos, morreu após ser baleado no peito e outros quatro torcedores ficaram feridos, durante um confronto após o clássico entre Vasco e Flamengo pelo Campeonato Brasileiro. De acordo com o MP, o Vasco não atendeu a uma solicitação feita no início do ano, que pedia um plano de ação e de segurança para a realização dos jogos no estádio. O jornal O Globo afirmou que, segundo a Polícia Militar, funcionários do Vasco podem ter facilitado a entrada de bombas no estádio.

EI perde Mossul

O primeiro-ministro do Iraque, Haider al-Abadi, chegou neste domingo a Mossul e parabenizou as Forças Armadas pela “grande vitória conquistada” sobre o Estado Islâmico após quase nove meses de guerra urbana. O grupo terrorista comandava a terceira maior cidade do Iraque havia três anos. A batalha deixou grandes partes de Mossul em ruínas, matou milhares de civis e desalojou quase 1 milhão de pessoas. O Estado Islâmico, entretanto, ainda controla territórios no Iraque e deve voltar a táticas insurgentes mais convencionais como bombardeios no momento em que seu auto-proclamado califado é desmantelado.

100 dias em Caracas

Os protestos contra o presidente Nicolás Maduro completaram neste domingo 100 dias na Venezuela com um novo grande ato contra o presidente. Milhares foram às ruas de Caracas incentivados também pela libertação do líder opositor Leopoldo López, que está em prisão domiciliar depois de mais de três anos encarcerado. Dois mil manifestantes usavam camisas com homenagem a López. A oposição convocou um ato simbólico para o próximo domingo para protestar contra a proposta de uma Assembleia Constituinte de Maduro. No total, 91 pessoas já morreram nas manifestações.