Relator livra Cunha; “Mulher honesta”…

Relator pede anulação

O deputado Ronaldo Fonseca (Pros-DF), relator dos recursos do presidente afastado da câmara, Eduardo Cunha, defendeu a anulação da votação da comissão de Ética em parecer apresentado nesta quarta-feira. O deputado afirmou que a chamada nominal e por blocos partidários, realizada durante a votação, é ilegal. Para o relator, aliado de cunha, a alteração na ordem da votação influenciou o voto de pelo menos um parlamentar, em referência a Wladimir Costa (SD-PA), que votou pela aprovação do processo.

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Nem tão amigos assim

O presidente da comissão de Constituição e Justiça, deputado Osmar Serraglio (PMDB-PR), decidiu antecipar em um dia a sessão para a votação dos recursos do presidente afastado da câmara, Eduardo Cunha. Os votos dos recursos acontecem agora na próxima segunda-feira 11. Serraglio tomou a decisão após ter sido pressionado por adversários de Cunha. Caso os recursos sejam derrubados, a ação pode ser votada no plenário da Câmara já na próxima semana. Os aliados do presidente afastado defendiam a data de terça-feira, para que Cunha pudesse ganhar tempo, já que a próxima semana é a última antes do recesso parlamentar.

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Na conta de Cunha, de novo

Em documento enviado ao Supremo Tribunal Federal, a diretoria da Petrobras afirma que o presidente afastado da Câmara, Eduardo Cunha, obteve ganhos ilícitos em contratos da estatal. O documento diz que o Ministério Público deixou claro “de maneira irrefutável a forma como Cunha lucrou com os esquemas de pagamento de propina” com recursos da Petrobras. Cunha é acusado de ter recebido 5 milhões de dólares em contratos para a compra de navios-sonda. A Petrobras se defendeu e afirmou que é uma vítima do esquema criminoso trazido à tona pela operação Lava Jato.

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“Mulher honesta”

O advogado da presidente afastada Dilma Rousseff, José Eduardo Cardozo, leu a defesa da mandatária em sessão da comissão Especial do Impeachment. O documento assinado por Dilma teve tom de apelo e fazia pedidos para que os senadores levem em conta a relevância jurídica, e não apenas política, do impeachment. “Saibam todos que vocês estão julgando uma mulher honesta”, escreveu. O senador Lindbergh Farias (PT-RJ) explicou que Dilma não veio porque não haveria ninguém a ser convencido, já que a comissão é “um jogo de cartas marcas”. Raimundo Lira (PMDB-PB), presidente da comissão especial, afirmou que foi dada a oportunidade de Dilma fazer sua defesa no plenário.

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Governo volta atrás

Após a repercussão negativa da indicação do general da reserva, Sebastião Roberto Peternelli Júnior, para a direção da Funai, o ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, voltou atrás. Após apurações de que o general apoiou publicamente o golpe militar de 1964, a opinião pública criticou severamente o nome de Peternelli. O ministro disse que o general havia de fato sido indicado pelo PSC e que agora a pasta procura por um nome que tenha um histórico consolidado de diálogo com comunidades indígenas.