Curtas – o que houve de mais importante ontem

ÀS SETE - Senado americano rejeita novo plano republicano para derrubar partes do Obamacare

PSDB: prévias em dezembro?

O governador paulista, Geraldo Alckmin (PSDB), tem defendido que o partido faça prévias já em dezembro para definir seu candidato à presidência em 2018, informa o jornal Folha de S.Paulo. O objetivo seria constranger as pretensões do prefeito paulistano João Doria (PSDB) de concorrer ao planalto. Uma eventual renúncia em abril de 2018, como manda a lei, já seria um “suicídio eleitoral” para Doria, que assumiu o cargo em janeiro deste ano. Mas sair ainda no primeiro ano de governo, seria impossível. Alckmin tem dito que acredita que Doria não o enfrentará nas prévias, e Doria confirma que não pretende enfrentar seu padrinho político.

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McCain vota, e Trump perde

O Senado americano rejeitou nas primeiras horas desta sexta-feira um novo plano republicano para derrubar partes do Obamacare, o programa de saúde implementado pelo ex-presidente Barack Obama. É a mais dura derrota de um projeto de sete anos do partido de desmantelar o Obamacare e, segundo o New York Times, um “enorme” golpe para o presidente Donald Trump. O senador republicano John McCain, que retornou ao senado esta semana depois de ser diagnosticado com câncer no cérebro, deu o voto decisivo para enterrar a proposta, juntando-se a dois outros republicanos: Susan Collins e Lisa Murkowski. O placar final foi 51 a 49.

Bendine preso na Lava-Jato

A Polícia Federal deflagrou na manhã desta quinta-feira a 42ª fase da Operação Lava-Jato, batizada de Cobra. O principal alvo dessa etapa foi o ex-presidente do Banco do Brasil e da Petrobras Aldemir Bendine, acusado dos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro. Ele estava em Sorocaba (SP) e foi preso temporariamente. Também foram cumpridos 11 mandados de busca e apreensão e três de prisão temporária no Distrito Federal e nos estados de Pernambuco, Rio de Janeiro e São Paulo. Bendine foi presidente executivo da Petrobras de fevereiro de 2015 a maio de 2016, tendo sido indicado para o cargo pela então presidente Dilma Rousseff após a deflagração da Lava-Jato. Antes de assumir a petroleira, comandou o Banco do Brasil entre 2009 e 2015. As investigações que levaram Bendine para a cadeira partiram das delações premiadas de Marcelo Odebrecht e de Fernando Ayres, ex-executivos do grupo Odebrecht, e basearam-se em trocas de mensagens e em pelo menos duas reuniões.

Cortes no PAC

O governo anunciou há pouco o contingenciamento de 5,9 bilhões de reais e o remanejamento de 2,2 bilhões do Orçamento deste ano. O corte atinge, principalmente, o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), que perderá, ao todo, 7,4 bilhões de reais, sendo 5,2 bilhões contingenciados e 2,2 bilhões realocados para outras áreas. O corte foi necessário para repor a queda na expectativa total de arrecadação, anunciada na última sexta-feira, que passou de 1,386 trilhão para 1,380 trilhão de reais. Havia a expectativa de que o corte fosse menor, devido à possibilidade de entrada de receitas extraordinárias. Contudo, o ministro do Planejamento, Dyogo Oliveira, disse que não foi possível fazer as avaliações necessárias, já que o prazo para o anúncio do contingenciamento terminará amanhã.

Aprovação baixa para Temer

Pesquisa Ibope divulgada nesta quinta-feira aponta que apenas 5% dos brasileiros consideram como bom ou ótimo o governo do presidente Michel Temer (PMDB). O índice demonstra uma queda de popularidade do presidente em relação a março, quando a mesma resposta foi a opção de 10% dos entrevistados em estudo similar conduzido pelo instituto. As duas pesquisas foram encomendadas pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). Seguindo a mesma tendência, a pesquisa aponta que o porcentual de quem avalia o governo como ruim ou péssimo subiu de 55% para 70%. As entrevistas foram realizadas entre 13 e 16 de julho com 2.000 pessoas de 125 municípios brasileiros. A margem de erro da pesquisa é de 2 pontos porcentuais para mais ou para menos. O nível de confiança é de 95%.

Fachin acelera a Lava-Jato

O ministro Edson Fachin, relator da Operação Lava-Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), manteve os trabalhos em seu gabinete mesmo durante o recesso de julho do Judiciário. O objetivo é tentar viabilizar julgamentos de ações penais da Lava-Jato na Corte ainda neste ano. Os processos que estão em fase mais avançada envolvem a senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR), presidente nacional do PT, e os deputados federais Aníbal Gomes (PMDB-CE) e Nelson Meurer (PP-PR). Após quase três anos e meio das investigações que começaram em Curitiba e se espalharam por todo o país, essas serão as primeiras sentenças no STF a respeito de políticos com foro privilegiado acusados de envolvimento no esquema de desvios e corrupção na Petrobras. Durante este mês, os três juízes auxiliares do ministro-relator se revezaram para tomar depoimentos de testemunhas. Não há prazo legal para marcar um julgamento no Supremo, mas interlocutores do relator consideram a possibilidade de que as sentenças sejam proferidas até dezembro.

Caos no Rio

A crise do estado do Rio de Janeiro tem se refletido nos negócios, abalados pela queda nas vendas e na atividade econômica. No primeiro semestre do ano, o estado registrou o fechamento de 9.730 empresas — 55% mais do que no mesmo período do ano passado. As informações são de pesquisa divulgada pelo Centro de Estudos do Clube de Diretores Lojistas do Rio de Janeiro (CDLRio). Do total, apenas na capital 914 estabelecimentos foram fechados em junho, número 149% maior do que o registrado no mesmo mês de 2016. Os dados indicam que, em todo o estado, também em junho, foram extintas 2.062 empresas, um aumento de 100% em relação a junho de 2016.

Gustavo Franco na Nubank

A empresa de cartões de crédito Nubank acaba de contratar o economista Gustavo Franco, ex-presidente do Banco Central e fundador da gestora Rio Bravo. A informação foi divulgada na coluna Primeiro Lugar da última edição da revista EXAME. Franco tem salário fixo, plano de opções de ações e começou a dar expediente na sede da empresa uma vez por semana em julho. Sua missão é ajudar o Nubank a crescer e lançar novos produtos. Para Franco, a transformação do mercado financeiro nos próximos dez anos será “devastadora, no bom sentido”.

U$ 1,6 bi para o muro

A Câmara dos Estados Unidos aprovou nesta quinta-feira 1,6 bilhão de dólares para construir o tão falado muro na fronteira com o México, uma das maiores promessas de campanha do presidente Donald Trump. A aprovação faz avançar o plano de Trump, mas deixa claro que, ao contrário do que prometeu o presidente, não é o México quem vai pagar. O projeto ainda tem que passar pelo Senado.

Canadá convida

Pouco depois do anúncio feito pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de que proibirá o ingresso de transexuais nas Forças Armadas de seu país, os militares canadenses responderam abrindo suas portas para “todas as orientações sexuais”. “Damos as boas-vindas aos canadenses de todas as orientações sexuais e identidades de gênero. Juntem-se a nós!”, declarou a conta oficial das Forças Armadas canadense no Twitter. As Forças Armadas americanas, por sua vez, afirmaram que a entrada de transexuais continua permitida até que a Casa Branca mude oficialmente a política.