PSDB afirma que balanço comprova corrupção e má gestão

Na quarta-feira, com vários meses de atraso, a Petrobras apresentou seu balanço correspondente ao ano passado

Brasília – O PSDB afirmou nesta quinta-feira que as perdas de cerca de US$ 2 bilhões pela corrupção na Petrobras provam a “má gestão” e a “corrupção” na maior empresa do Brasil.

“Os dados divulgados pela Petrobras mostram outro capítulo de um filme de má gestão e corrupção na companhia petrolífera estatal, que até há poucos anos era a maior empresa da América Latina”, diz uma nota divulgada pelo PSDB, assinada pelo senador Aécio Neves, presidente do partido e ex-candidato presidencial.

Na quarta-feira, com vários meses de atraso, a Petrobras apresentou seu balanço correspondente ao ano passado, período no qual registrou perdas cifradas em R$ 21.587 bilhões.

Esse foi o primeiro resultado negativo da companhia petrolífera desde 1991 e se agrava com uma dívida bruta que chegou no final de de 2014 a R$ 351 bilhões.

O dado mais chamativo do balanço foi, no entanto, que a Petrobras reconheceu que as colossais corrupções que são investigadas custaram pelo menos R$ 6,2 bilhões desde 2004.

“Em pouco mais de uma década, os governos do PT conseguiram manchar anos de eficiência da Petrobras”, indicou a nota do PSDB, fazendo referência às gestões da presidente Dilma Rousseff, que governa desde 2011, e de seu antecessor e mentor político, Luiz Inácio Lula da Silva, que chegou ao poder em 2003.

O comunicado do partido opositor acrescenta que os brasileiros agora têm a tarefa de “salvar a Petrobras do uso político” que durante “mais de uma década foi feito pelo governo do PT”.

Segundo o PSDB, “a Petrobras é uma excelente companhia com muitos funcionários competentes” e “se o governo a deixa trabalhar, será outra vez uma das maiores empresas do mundo”.

Pelas corrupções na estatal, o Supremo Tribunal Federal investiga vários políticos, em sua maioria da coalizão que apoia Dilma, e dezenas de empresários e ex-diretores da própria companhia.

Na semana passada, no marco das investigações, a polícia deteve o até então tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, suspeito de intermediar empresas que obtinham contratos arranjados com a Petrobras, inflavam os valores e desviavam parte desse dinheiro a partidos envolvidos na trama.

Entre os políticos investigados estão os presidentes das câmaras do Senado, Renan Calheiros, e de Deputados, Eduardo Cunha, ambos do Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB).