PSB e Rede acertam mudanças na coordenação de campanha

Partido e o movimento acertaram as mudanças na composição da coordenação de campanha presidencial que atuará junto à nova cabeça de chapa

Brasília – Em encontro nesta quarta-feira entre integrantes da cúpula do PSB e da Rede ficaram acertadas mudanças na composição da coordenação de campanha presidencial que atuará junto à nova cabeça de chapa, Marina Silva.

A Rede ainda não é um partido, mas é integrada por aliados da ex-ministra que ingressaram no PSB junto com ela no final do ano passado.

O coordenador da Rede, Bazileu Margarido, deverá deixar o posto de coordenador-executivo adjunto da campanha e passará a integrar o comitê financeiro. No lugar dele, assume o ex-deputado e porta-voz da Rede, Walter Feldman (SP).

“Com um novo candidato na titularidade, passa-se a responsabilidade sobre a prestação de contas para ele. Quem responde agora é Marina”, afirmou o coordenador adjunto de mobilização da campanha, Pedro Ivo.

Ele participou da reunião realizada na sede da Fundação João Mangabeira em Brasília em que foram feitos os últimos acertos para a oficialização da chapa presidencial do PSB, que terá Marina e o deputado Beto Albuquerque (PSB-RS) na vice.

Pedro Ivo também falou sobre os impasses em Estados onde Marina já sinalizou que não deve dividir palanque com candidatos de outros partidos que se aliaram ao PSB.

Entre eles está o caso de São Paulo, onde a legenda está na chapa de reeleição do governador Geraldo Alckmin (PSDB).

“Marina não vai subir no palanque. Alckmin não a apoia, mas ao candidato Aécio Neves”, disse. “Mas todos os candidatos do PSB serão os dela também”.

Segundo ele, a prioridade será manter o programa, o legado e as alianças criadas por Eduardo Campos. Um primeiro ato de campanha de Marina deverá ocorrer no próximo sábado em Recife.

Segundo ele, o programa eleitoral de rádio e TV não foi discutido no encontro de hoje.

Na próxima semana, a prioridade será atender aos pedidos de entrevistas feitos pelos veículos de comunicação.

Dessa forma, Marina conseguiria garantir uma exposição na mídia e recuperar as inserções no programa eleitoral de rádio e TV que iniciaram ontem e vão ao ar todas as terças, quintas e sábados até o dia 2 de outubro.