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Campanha | 17/04/2012 14:00

Soninha quer reduzir desigualdades sociais, se eleita

Para Soninha, existe a necessidade de incentivar investimentos em atividade econômica nas regiões periféricas da cidade para reduzir deslocamentos internos

Guilherme Waltenberg e Daiene Cardoso, do

Divulgação

A candidata à prefeitura pelo PPS, Soninha Francine

Soninha foi a primeira pré-candidata à Prefeitura de São Paulo a participar da série de entrevistas sobre eleições municipais, promovida pelo Grupo Estado

São Paulo - A pré-candidata do PPS à prefeitura de São Paulo, Soninha Francine, disse na manhã desta terça-feira (17), em entrevista exclusiva ao Grupo Estado, que o foco de sua administração, caso seja eleita nas eleições de outubro deste ano, será reduzir as desigualdades entre as regiões da cidade. "Precisamos onerar, desestimular um determinado tipo de ocupação do solo da cidade e investir em outros lugares", afirmou.

Para Soninha, existe a necessidade de incentivar investimentos em atividade econômica nas regiões periféricas da cidade para reduzir deslocamentos internos. "Não há sistema que aguente alguém ter que sair de casa às 4 horas da manhã e voltar às 8 horas da noite". "Não tem sistema viário, transporte coletivo ou atendimento na saúde que deem conta de tanto estresse, má qualidade no ar e falta de sono em quantidade adequada", frisou, na entrevista ao vivo para o programa Metrópole, da rádio Estadão/ESPN.

Segundo Soninha, que chegou para a entrevista ao Grupo Estado de ônibus, o foco da Prefeitura não deve ser no Metrô ou trem, mas sim na circulação de pedestres, no sistema cicloviário e nos ônibus. Ela defendeu, por exemplo, a criação de passarelas para pedestres e bicicletas acima das Marginais dos rios Pinheiros e Tietê. "Precisamos pensar em quem mora no Morumbi e precisa mudar de lado da Marginal, a pé ou de bicicleta". Sua nota de avaliação para a gestão Gilberto Kassab (PSD) no quesito transportes foi 6. Indagada a razão de uma nota elevada para uma cidade com tantos problemas neste setor, retrucou, bem humorada: "Se é alta, então eu dou 5. Alguns investimentos foram descontinuados ou demoraram demais para acontecer."

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