Aguarde...
JustiçaNovo ministro do STF será escolhido este mês, diz Cardozo
VotaçãoPMDB admite dificuldade na articulação da MP dos Portos
MedidasSenado formalizará prazo mínimo para apreciar MPs
LegislaçãoDilma tem até 5 de junho para sancionar MP dos Portos
InvestigaçãoGilberto Carvalho confirma ida ao Senado
PresidênciaTemer defende candidatura própria do PMDB em 2018
ParecerTemer diz que Dilma ainda não deliberou sobre MP dos Portos
CargosAssembleia de SP analisará pedido para Afif deixar vice
EleiçõesPMDB já trata Skaf como candidato ao governo de SP
MP dos PortosConcessão de porto público será vetada, diz Gleisi
São Paulo - A campanha do candidato do PSDB à Prefeitura de São Paulo, José Serra, reagiu na manhã desta quinta-feira à publicação de um vídeo no site do candidato petista Fernando Haddad no qual Serra é comparado a Hitler. O coordenador de mobilização da campanha tucana, deputado Walter Feldman, classificou de "inaceitável" esse confronto. "É inaceitável que façam comparação com o período que nós repudiamos como aquele que produziu o holocausto. É de um baixo nível extremo. Quem não pensa igual a eles (petistas) deve ser discriminado (na visão deles). O PT tem uma tendência totalitária", respondeu Feldman.
"É quase inacreditável que no século XXI esses indivíduos que um dia lutaram pela liberdade façam comparação com o período que a gente pretende ver como algo que nunca mais se realizará no mundo", emendou.
Para o deputado, o fato de Serra e Haddad serem adversários não justifica esse tipo de insinuação. "Pode ter planos e partidos diferentes, mas a liberdade (dessa convivência) é necessária. Afirmações como essa os tira do convívio da democracia", pontuou. Feldman afirmou, inclusive, que essa postura não condiz com um candidato ao posto mais alto de uma metrópole "multiétnica" e "pluripartidária" como São Paulo. "Não há na história do mundo ninguém que possa ser comparado a Hitler. Isso é baixar o nível a um patamar baixíssimo".
Apesar de a campanha de Haddad ter se mostrado contrária à publicação, retirando do ar o vídeo na manhã desta quinta-feira, Feldman afirmou que a tática de "voltar atrás" é típica do PT. "É uma prática que o PT tem adotado. Nunca sabe (o que acontece), nunca viu (os infratores). Tem de saber o que os assessores fazem, até porque eles assinam embaixo", criticou.
Terceira via
O cientista político Humberto Dantas lembrou que essa é a terceira vez que a temática "nazi-fascista" aparece na campanha. Ele cita a afirmação do coordenador da campanha petista, vereador Antônio Donato, que chamou de "fascista" o grupo da juventude tucana que protestou contra Haddad durante uma caminhada e recorda que o tucano José Serra já comparou, no mês passado, a ação dos petistas na internet com a estratégia de uma tropa nazista.
"Se existe gente pregando esse tipo de ataque, eles (tucanos e petistas) realmente mostram a necessidade de pensar uma terceira via para a cidade de São Paulo", afirmou Dantas, em uma referência à ideia de uma candidatura que possa romper a polarização entre PT e PSDB.
O cientista comparou a publicação do vídeo à estratégia usada pela campanha da então candidata do PT à Prefeitura, na campanha de 2008, e atual senadora Marta Suplicy, questionando a sexualidade do seu então rival nas urnas e atual prefeito Gilberto Kassab (PSD). "O que a cidade e o debate ganham com isso? Não ganham nada. É de uma pobreza gigante", criticou.
Copyright © Editora Abril - Todos os direitos reservados