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Perillo: a cúpula tucana tentou demonstrar unidade nesta terça-feira ao defendê-lo das acusações que o ligam a Carlinhos Cachoeira
Brasília - Diante da possibilidade de reconvocação do governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), para prestar depoimento à CPI do Cachoeira, a cúpula tucana tentou demonstrar unidade nesta terça-feira ao defendê-lo das acusações que o ligam a Carlinhos Cachoeira.
Os líderes do PSDB atacaram o PT, o comando da CPI e a Polícia Federal pelo que consideraram direcionamento político nas investigações.
O presidente do PSDB, deputado Sérgio Guerra (PE), disse que o PT está preocupado com o resultado do julgamento do mensalão no Supremo Tribunal Federal (STF) e seus efeitos na eleição municipal e busca usar a CPI para atacar o governador tucano.
"Querem chamar pessoas ligadas ao PSDB na CPI em agosto para tirar o foco do mensalão", disse o deputado Carlos Sampaio (PSDB-SP), membro da CPI do Cachoeira e que participou da entrevista coletiva dada pela cúpula tucana nesta terça.
O mensalão foi um escândalo deflagrado durante o primeiro mandato do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em que parlamentares receberiam dinheiro em troca de apoio político ao governo. O julgamento dos acusados de participarem desse esquema está marcado para o início de agosto no Supremo Tribunal Federal (STF).
"O PSDB não tem dúvidas sobre o governador Marconi Perillo", disse Guerra. "O governador Marconi não está isolado dentro do PSDB", acrescentou rebatendo insinuações de que há tucanos pedindo o afastamento temporário do governador do partido.
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