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Kassab e as alianças do PSD: desentendimentos dentro da própria legenda em Minas
São Paulo - O grupo do PSD mineiro ligado ao senador Aécio Neves (PSDB-MG) quer que o prefeito de São Paulo e presidente do partido, Gilberto Kassab, se desculpe pela intervenção para que a legenda apoie Patrus Ananias (PT) ao invés de Marcio Lacerda (PSB) na corrida pela prefeitura de Belo Horizonte. Segundo o secretário-geral do PSD em Minas e na capital, Alexandre Silveira, o paulistano precisa "reconhecer o equívoco" da medida suspensa na segunda-feira (16) por uma liminar da Justiça Eleitoral.
"Queremos que o Kassab nos chame para reconhecer o equívoco que ele cometeu em Belo Horizonte. Não queremos um partido que tenha dono", afirmou Silveira, que ocupa cargo de secretário de Estado no governo de Minas, comandado por Antonio Anastasia (PSDB), afilhado político de Aécio. Na avaliação de Silveira, o PSD pode virar palco de "combate interno" por causa da intervenção, que levou à desfiliação do ex-deputado Roberto Brant e a declarações de protesto da vice-presidente do partido, senadora Kátia Abreu (GO).
A intervenção, que Kassab determinou atendendo a pedido da presidente Dilma Rousseff, fez com que a sigla fosse incluída nos pedidos de registro das candidaturas de Patrus e de Lacerda, que disputa a reeleição e cujo apoio havia sido decidido na convenção municipal do PSD. Na liminar concedida na segunda-feira, o juiz diretor do foro eleitoral de Belo Horizonte, Rogério Alves Coutinho, afirmou que o presidente da legenda cometeu um "ato despótico" ao determinar a intervenção. O grupo favorável ao apoio ao petista ainda pode recorrer da decisão.
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