Aguarde...
CâmaraBarbosa é "fator de crise entre Poderes", diz André Vargas
CordiaisCampos e Dilma trocam elogios em evento em PE
Procurador-geralBarbosa recebe advogados do mensalão com presença de Gurgel
PartidoMarina intensifica coleta de assinatura para Rede
RespostaPetista critica Barbosa por afirmações sobre Legislativo
InformaçõesComissão de Ética questionará Afif sobre acúmulo de cargos
BenefícioPF abre inquérito para apurar boatos do Bolsa Família
NotaBarbosa não teve intenção de criticar Legislativo, diz STF
PoderesSTF faz 'experimentalismo decisório', diz Ayres Britto
EstádioDilma inaugura Arena Pernambuco com "tabelinha" com Campos
Mesa da CPMI do Cachoeira (E/D): o presidente da CPI, senador Vital do Rêgo (PMDB-PB) e o relator da CPI, deputado federal Odair Cunha (PT-MG), durante análise dos requerimentos
São Paulo - Responsáveis no Ministério Público pelas Operações Vegas e Monte Carlo, os procuradores Daniel de Resende Salgado e Léa Batista de Oliveira defenderam nesta terça a investigação das relações do esquema do contraventor Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, com a empreiteira Delta Construções.
Em depoimento nesta terça à CPI do Cachoeira, os dois procuradores voltaram a relatar ameaças e solicitaram o compartilhamento das quebras de sigilo bancário e fiscal recebidos pela CPI de toda a movimentação de Cachoeira e de empresas fantasmas para que a Justiça mantenha o sequestro de bens do bicheiro estimado em R$ 167 milhões.
"Temos a possibilidade de perder o sequestro desses bens", lamentou Salgado, que foi responsável pela Operação Vegas, entre 2008/2009. A avaliação é que Cachoeira poderá ter seus bens liberados por tribunais superiores, caso as investigações não sejam aceleradas. Segundo os dois procuradores, o "braço financeiro" da quadrilha não foi investigado pelo Ministério Público porque, diante do vazamento de informações, a Operação Monte Carlo foi deflagrada em 29 de fevereiro, com a prisão de Cachoeira, antes do término das averiguações sobre as relações do esquema do contraventor com o mundo empresarial.
Foi detectado apenas uma "proximidade muito grande" entre Cachoeira e Cláudio Abreu, diretor regional da Delta Centro-Oeste. A sede da empresa em Goiânia era inclusive usada pelo bicheiro para encontros de negócios. Também não foram levadas adiantes as investigações sobre operações de "dólar a cabo" do grupo de Cachoeira no exterior - no Uruguai, no Reino Unido e em Curaçau.
Copyright © Editora Abril - Todos os direitos reservados