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Cachoeira | 21/08/2012 22:29

Procuradores voltam a relatar ameaças à CPI

Daniel Salgado e Léa de Oliveira querem que a Justiça mantenha sequestro de bens de Cachoeira

Geraldo Magela/Agência Senado

Mesa da CPMI do Cachoeira (E/D): o presidente da CPI, senador Vital do Rêgo (PMDB-PB) e o relator da CPI, deputado federal Odair Cunha (PT-MG), durante análise dos requerimentos

Mesa da CPMI do Cachoeira (E/D): o presidente da CPI, senador Vital do Rêgo (PMDB-PB) e o relator da CPI, deputado federal Odair Cunha (PT-MG), durante análise dos requerimentos

São Paulo - Responsáveis no Ministério Público pelas Operações Vegas e Monte Carlo, os procuradores Daniel de Resende Salgado e Léa Batista de Oliveira defenderam nesta terça a investigação das relações do esquema do contraventor Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, com a empreiteira Delta Construções.

Em depoimento nesta terça à CPI do Cachoeira, os dois procuradores voltaram a relatar ameaças e solicitaram o compartilhamento das quebras de sigilo bancário e fiscal recebidos pela CPI de toda a movimentação de Cachoeira e de empresas fantasmas para que a Justiça mantenha o sequestro de bens do bicheiro estimado em R$ 167 milhões.

"Temos a possibilidade de perder o sequestro desses bens", lamentou Salgado, que foi responsável pela Operação Vegas, entre 2008/2009. A avaliação é que Cachoeira poderá ter seus bens liberados por tribunais superiores, caso as investigações não sejam aceleradas. Segundo os dois procuradores, o "braço financeiro" da quadrilha não foi investigado pelo Ministério Público porque, diante do vazamento de informações, a Operação Monte Carlo foi deflagrada em 29 de fevereiro, com a prisão de Cachoeira, antes do término das averiguações sobre as relações do esquema do contraventor com o mundo empresarial.

 

Foi detectado apenas uma "proximidade muito grande" entre Cachoeira e Cláudio Abreu, diretor regional da Delta Centro-Oeste. A sede da empresa em Goiânia era inclusive usada pelo bicheiro para encontros de negócios. Também não foram levadas adiantes as investigações sobre operações de "dólar a cabo" do grupo de Cachoeira no exterior - no Uruguai, no Reino Unido e em Curaçau.

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