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Presidente Dilma Rousseff: oficialmente, os ministros alegam que suas intervenções nas campanhas ocorrem fora do horário de expediente
São Paulo - Com o início do horário eleitoral na TV e o aquecimento das campanhas a partir da próxima semana, a presidente Dilma Rousseff emitiu um alerta para a participação de seus ministros, especialmente os do PT, nas eleições municipais.
Pelo perfil da presidente, antevê-se que não terá a mesma complacência de seu antecessor, Luiz Inácio Lula da Silva, com deslizes de seus auxiliares. A cartilha da Advogacia-Geral da União (AGU) proíbe agentes públicos de participar de inaugurações de obras, usar carros oficiais e pegar carona em aviões da Força Aérea Brasileira (FAB).
Oficialmente, os ministros alegam que suas intervenções nas campanhas ocorrem fora do horário de expediente, mas a principal preocupação do Planalto é com a prática comum das chamadas “agendas casadas”, aquelas em que a autoridade aproveita uma viagem oficial para pedir votos para determinado candidato.
"O período eleitoral impõe aos gestores um cuidado e uma atenção maior na prática dos atos de gestão, a fim de que não sejam estes entendidos como atos para beneficiar alguma candidatura ou partido político", diz o manual da AGU.
Além disso, a presidente pressiona por algumas medidas pontuais: quer que o ministro Fernando Pimentel (Desenvolvimento e Indústria) se licencie do cargo para se dedicar à campanha de Patrus Ananias (PT) à prefeitura de Belo Horizonte.
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