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Cezar Peluso: o presidente da Corte, Carlos Ayres Britto, afirmou que não havia conversado com o colega sobre o assunto
Brasília - O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Cezar Peluso, que se aposenta em 3 de setembro, negou que tenha se manifestado a favor da antecipação de seu voto integral na ação penal do chamado mensalão, o que lhe permitiria participar do julgamento dos 37 réus do processo, informou a assessoria do tribunal.
A pedido de jornalistas, a assessoria de comunicação do STF perguntou a Peluso se ele havia se manifestado sobre a antecipação do voto.
"É mentira, jamais revelei o que quer que seja, nem mesmo à minha mulher", disse ele.
Na noite desta quarta, ao final de reunião administrativa dos ministros, Peluso não quis falar com jornalistas sobre o tema.
O presidente da Corte, Carlos Ayres Britto, afirmou que não havia conversado com o colega sobre o assunto e que "sabia tanto quanto a imprensa".
Peluso se aposenta compulsoriamente no dia 3 de setembro por completar 70 anos. O regimento do Supremo permite que um ministro antecipe seu voto.
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