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Paes comemorava o fato de não ter passado por nenhum constrangimento mais sério durante o embate. O prefeito ignorou os ataques de Maia, Marcelo Freixo (PSOL), Otávio Leite (PSDB) e Aspásia Camargo (PV), tanto em relação aos problemas da cidade quanto às provocações políticas, com referências ao mensalão e às viagens luxuosas do governador Sérgio Cabral (PMDB) com o empresário Fernando Cavendish, dono da construtora Delta.
O primeiro debate em TV aberta deixou claras as estratégias opostas de Paes e do resto dos concorrentes. Enquanto os oposicionistas tentavam mostrar suas biografias e responsabilizar Paes por problemas como saúde, educação, crack, saneamento, transporte público, milícias e tratamento do lixo, o prefeito enumerava realizações de sua gestão e insistia no bordão de que pôs em prática o que "muitos prometeram no passado e não cumpriram".
Freixo, Otávio Leite, Maia e Aspásia procuravam aproveitar cada minuto das duras horas e meia, enquanto o prefeito torcia para o programa chegar logo ao fim, sem percalços. Este é o espírito dos colaboradores do prefeito na campanha pela reeleição. Diante do comentário de que a disputa no Rio não terá grandes emoções, por causa do favoritismo do prefeito, os aliados brincam: "Tomara que fique assim, não precisamos de emoções fortes."
Na madrugada de sexta, depois do debate, Freixo, o candidato que mais confrontou o prefeito e também o mais seguro, insistiu na "necessidade de segundo turno" e reclamou da falta de resposta de Paes a perguntas sobre expansão do metrô, a domínio das milícias em áreas pobres e a terceirização da administração dos hospitais.
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