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Carlos Augusto de Almeida Ramos, mais conhecido como "Carlinhos Cachoeira": por alguns minutos, a CPI viveu nesta quarta um momento saia justa
Brasília - Única depoente a comparecer à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Cachoeira sem advogado, Roseli Pantoja da Silva negou nesta quarta qualquer envolvimento com o esquema ilegal do contraventor Carlos Augusto Ramos. Roseli é apontada pela Polícia Federal como sócia de uma das 16 empresas de fachada usadas pelo grupo de Cachoeira e pela empreiteira Delta Construções. A Alberto e Pantoja, empresa em que Roseli aparece como sócia, recebeu R$ 27,9 milhões da Delta, em apenas um ano (entre maio de 2010 e maio de 2011).
Segundo Roseli, seu nome foi usado sem seu conhecimento para a abertura da empresa. No depoimento de duas horas, ela informou que passou uma procuração, há cerca de um ano, para o ex-marido Gilmar Carvalho de Morais. A suspeita é que Gilmar tenha usado indevidamente o nome de Roseli para abrir a Alberto e Pantoja e mais três outras empresas (a Gráfica Relevo, Pantoja Comercial de Confecções e Utilidades e RV Distribuidora de Produtos de Informática e Papelaria). Nestas últimas três empresas, Roseli aparece como sócia do ex-marido, de quem se separou há dez meses. Todas as empresas foram abertas há mais de um ano.
Por alguns minutos, a CPI viveu nesta quarta um momento saia justa. Mal o depoimento de Roseli começou e os integrantes da comissão acharam que haviam convocado uma homônima para depor. O CPF de Roseli não era igual ao do registrado na empresa Alberto e Pantoja. Além do CPF, a grafia de seu nome no registro da empresa também é diferente, uma vez que o Roseli da empresa é escrito com "Y" e não com "I". "Só sei que meu nome foi usado. Só sei o que está na internet. Não tenho conhecimento de nada", afirmou Roseli.
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