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Brasília - Às vésperas do início do julgamento do mensalão, suposto esquema liderado pelo PT de compra de apoio político ao governo no Congresso, petistas negaram em notas a existência do caso, desqualificaram denúncias e afirmaram que não houve compra de votos de parlamentares, referindo-se ao escândalo deflagrado em 2005 como "farsa" e "mentira".
Em nota divulgada nesta quarta-feira, o líder do PT na Câmara, deputado Jilmar Tatto (SP), afirmou que a denúncia oferecida pela Procuradoria-Geral da República (PGR) não comprova os crimes de que petistas são acusados, como formação de quadrilha e lavagem de dinheiro, e negou que o esquema tenha sido real.
Trata-se da maior peça de marketing político produzida na história recente do Brasil", afirmou no documento. "O chamado 'mensalão' é uma farsa criada e alimentada por setores conservadores aliados a partidos da oposição." Para o líder, seu partido tem sido vítima de "setores conservadores" que pressionam o Supremo Tribunal Federal (STF) a agir "de acordo com a vontade de uma elite que gostaria de ganhar no tapetão as eleições no país".
O STF começa o julgamento do caso na quinta-feira.O presidente do PT, Rui Falcão, que logo depois também divulgou nota e depoimento em vídeo na Internet, reforçou os argumentos do líder, negando ter havido compra de votos ou pagamento mensal a parlamentares.
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