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Gilberto Kassab: a ordem interna que permite até duas folgas por mês entre os 147 mil funcionários da Prefeitura foi feita pelo próprio prefeito
São Paulo - A Prefeitura de São Paulo vai abonar até duas faltas por mês de servidores municipais praticantes do islamismo e do judaísmo durante o jejum do Ramadã, neste mês, e nos períodos de celebração do Yom Kipur e do Rosh Hashaná, em setembro. É a primeira vez que o governo municipal permite a inclusão de feriados que não estão no calendário cristão, seguido por todos os órgãos públicos paulistas e na maior parte do País.
A ordem interna que permite até duas folgas por mês entre os 147 mil funcionários da Prefeitura foi feita pelo próprio prefeito Gilberto Kassab (PSD) e saiu publicada na segunda-feira no Diário Oficial da Cidade. Para os judeus, o Yom Kipur é a data mais sagrada e simboliza o "dia do perdão". Neste ano a celebração começa a partir do pôr do sol do dia 25 de setembro e dura 24 horas, até o final da tarde do dia seguinte, com jejum total dos praticantes. O Rosh Hashaná, o ano novo judaico, será comemorado antes, a partir do pôr do sol do dia 16 de setembro até o pôr do sol do dia 18 de setembro. Os praticantes do judaísmo poderão folgar dois dias no mês de setembro, para a celebração das datas.
"É uma mudança emblemática e inédita para a comunidade judaica. Era muito difícil conseguir o abono em um dia no qual o judeu não pode de nenhuma forma trabalhar", afirma o vereador Floriano Pesaro (PSDB), praticante do judaísmo. Ele afirma que já havia pedido a inclusão dos feriados judaicos ao prefeito, em ofício enviado ao chefe do Executivo no dia 14 de novembro do ano passado.
Para os islâmicos, os dois dias de folga serão permitidos agora em agosto, quando é comemorado o Ramadã. O jejum total entre os islâmicos deve ocorrer neste ano no dia 19 de agosto. O benefício vale para todas as unidades administrativas da Prefeitura, incluindo empresas de capital misto, autarquias e as 28 secretarias de governo.
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