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Kassab: o prefeito disse que Dilma e o PT deram todo o apoio ao PSD
Brasília - Ao retirar o apoio à reeleição do prefeito de Belo Horizonte, Marcio Lacerda (PSB), para aderir à candidatura petista do ex-ministro Patrus Ananias, o prefeito de São Paulo e presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, fez dois movimentos no xadrez político da sucessão de 2014. Além de tentar puxar o tapete do pré-candidato tucano ao Palácio do Planalto, senador Aécio Neves (MG), o prefeito alinhou o PSD na base de apoio à reeleição da presidente Dilma Rousseff.
Em telefonema a Aécio, Kassab disse que houve "um apelo" de Dilma. "Eu não queria fazer isso agora, mas, se é para ficar contra alguém, que seja o PSDB, porque a Dilma e o PT deram todo o apoio ao PSD", explicou a um correligionário. "Não podemos mostrar ingratidão. Isso causaria ao partido um prejuízo desgraçado", previu, em conversas reservadas.
Em defesa da intervenção para desmontar a aliança do PSD com Lacerda e Aécio, Kassab disse a deputados mineiros que a eleição em Belo Horizonte ganhara dimensão nacional. Questionado sobre a parceria com o tucano José Serra em São Paulo, respondeu de pronto que, diferentemente de Aécio, Serra não será candidato a presidente.
"Dei-me conta de que a questão local estava nacionalizada quando vi o (vice-presidente) Michel Temer comandando a operação no PMDB para retirar a candidatura do deputado Leonardo Quintão à prefeitura", contou Kassab, que entende que Aécio errou ao pressionar contra a coligação PSB-PT para eleger vereadores, o que levou os petistas a saírem da chapa de Lacerda. Foi a partir desse rompimento que Dilma entrou em cena na montagem da candidatura petista, acionando o PMDB e a sigla de Kassab. Parte da cúpula do PSD entendeu que o movimento de Aécio acabou jogando o PMDB "no colo" da presidente. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
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