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Marcos Valério é apontado como "diretor financeiro" do esquema e também como o "homem das malas" de dinheiro, que supostamente entregava pessoalmente aos parlamentares subornados.
Suas duas agências de publicidade levavam as contas de diversos organismos públicos, dos quais se suspeita ter saído o dinheiro que permitiu "comprar" os votos no Congresso, e em 2002 financiou parte da campanha de Lula e muitos candidatos do PT e outros partidos.
Segundo comprovou o Ministério Público, o patrimônio de Valério se multiplicou 60 vezes entre 2003 e 2004, os dois primeiros anos de mandato de Lula.
Os processados são 22 antigos dirigentes de quatro partidos políticos, três ex-diretores do Banco Rural e outro do Banco do Brasil, três operadores do mercado financeiro, um ex-funcionário do Ministério do Trabalho e oito empresários do ramo da publicidade.
Os 38 acusados devem responder por peculato, lavagem de dinheiro, corrupção e fraude, crimes pelos quais podem pegar penas de até 45 anos de prisão. As primeiras sentenças devem ser anunciadas em meados de setembro.
A primeira sessão, que será realizada nesta quinta-feira, se dedicará à leitura de acusações, e nas nove seguintes serão escutadas as alegações dos advogados de defesa.
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