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O escândalo foi revelado pelo ex-deputado Roberto Jefferson, outro dos acusados e atual presidente do PTB, que em junho de 2005 declarou que o PT havia pagado R$ 4 milhões pelo apoio do partido ao governo Lula.
No banco dos réus também estarão o ex-presidente do PT e atual assessor do Ministério da Defesa, José Genoino, e o então tesoureiro do PT, Delúbio Soares.
Além disso, deverão apresentar-se perante o STF o ex-chefe da Secretaria de Comunicação da Presidência, Luiz Gushiken, e o ex-presidente da Câmara dos Deputados, João Paulo Cunha, ambos do PT, que, por esse caso, se viu obrigado a renovar toda sua direção nacional em 2005.
O único dos dirigentes do partido na época que não será julgado é Sílvio Pereira, ex-secretário-geral do PT, que chegou a um acordo com a Justiça e trocou uma eventual condenação por serviços comunitários pelo período de três anos.
Outro processado é o publicitário Duda Mendonça, que cuidou da imagem de Lula na campanha de 2002 e confessou que parte do pagamento por seus serviços foi depositada pelo PT em contas que precisou abrir em paraísos fiscais.
Fora do âmbito político, o mais importante dos acusados é o publicitário Marcos Valério Fernandes, qualificado pelo Ministério Público como "um verdadeiro profissional do crime".
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