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Brasília - O Supremo Tribunal Federal (STF) começará a julgar nesta quinta-feira os 38 acusados de participar do maior escândalo de corrupção da política brasileira, o mensalão, que abalou o governo do então presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
"Foi o mais ousado e escandaloso esquema de corrupção e desvio de dinheiro público descoberto no Brasil", segundo afirmou o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, no documento que enviou ao Supremo para solicitar a abertura do julgamento, que tem 44.265 páginas repletas do que considera "provas documentais".
O processo é qualificado por juristas e analistas políticos como o "maior julgamento por corrupção" da história do país, tanto pela quantidade de acusados como pela importância de muitos deles, entre eles vários antigos e fiéis escudeiros de Lula, que, apesar de estar no meio de todas as suspeitas, não foi processado.
O mais proeminente de todos é José Dirceu, que em 2002 coordenou a campanha que levou Lula pela primeira vez ao poder e até antes de explodir os escândalos, há sete anos, foi ministro da Casa Civil e principal articulador político do governo.
O caso que o Supremo analisará se refere a denúncias sobre uma suposta trama financeira ilegal para financiar a campanha de Lula, que depois foi mantida para subornar dezenas de deputados e "comprar" seus votos. Segundo a Polícia Federal, o esquema desviou R$ 101 milhões.
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