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São Paulo - A defesa do ex-ministro José Dirceu, apontado como réu número um do mensalão, tentou desqualificar nesta segunda-feira, no Supremo Tribunal Federal (STF), a acusação do Ministério Público de que seria o “chefe de quadrilha” e questionou a credibilidade do presidente do PTB, Roberto Jefferson, denunciante do maior esquema de corrupção do governo Lula.
O advogado José Luiz de Oliveira Lima, que coordena a banca de defesa de Dirceu, disse que o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, se valeu de testemunhas que teriam atestado a influência do então ministro no esquema apenas por “ouvir dizer”. Ele afirmou que outros depoentes “negaram taxativamente” o pagamento sistemático de parlamentares - tese defendida pela acusação - e declarou não existirem provas cabais da participação de José Dirceu como chefe ou participante do mensalão.
“José Dirceu talvez tenha sido uma das pessoas mais investigadas nesse país. Meu cliente não é quadrilheiro, não é chefe de uma organização criminosa”, disse o defensor. Ironizando o procurador-geral, Oliveira Lima afirmou que “o pedido de condenação de José Dirceu é o mais atrevido e escandaloso ataque à Constituição”. O petista é acusado de corrupção ativa e formação de quadrilha.
Prova testemunhal - Em sua exposição, o advogado disse que as provas testemunhais são a base de toda a denúncia do Ministério Público, mas criticou o fato de o procurador-geral ter defendido a procedência da denúncia ainda que a maior parte dos depoentes tenha negado, em juízo, a existência do mensalão. Ele destacou que, em geral, os cerca de 600 depoimentos tomados na instrução do processo isentam Dirceu. O advogado lembrou, por exemplo, que o ex-presidente Lula e a atual presidente Dilma Rousseff defenderam José Dirceu em seus depoimentos à Justiça.
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