Aguarde...
Decide STFCrédito de ICMS não sofrerá desconto de contribuição social
Dois trabalhosAfif diz que não se constrange em servir PSDB e PT
ImpostoCrédito de ICMS de exportadoras é imune a PIS, diz STF
ImpostoAlves diz ter pouca esperança na reforma do ICMS
PolíticosAfif entrega parecer da AGU sobre permanência em cargos
CâmaraComissão cancela votação de projeto sobre cura gay
ContasSenado cobrará aluguel de imóvel ocupado por outros Poderes
CargosNovo ministro diz que não precisará substituir Alckmin
ContasCorte no Orçamento não prejudicará emendas parlamentares
MinistériosCidades, Defesa e Turismo são os mais afetados por corte
Ministro Joaquim Barbosa, de costas, durante o julgamento do STF sobre o caso do mensalão: colegas não acataram a proposta de retaliação a esses advogados sugerida por ele
Brasília – O ministro Joaquim Barbosa, relator do processo do mensalão no Supremo Tribunal Federal (STF), criticou duramente advogados que o acusaram de atuar com parcialidade na condução da ação penal. O ministro também se indispôs com os próprios colegas, que não acataram a proposta de retaliação a esses advogados sugerida por ele.
A questão movimentou a retomada do julgamento nesta quarta-feira (15), após o intervalo, quando os ministros começaram a votar questões preliminares. Barbosa expôs aos ministros que os advogados Antônio Pitombo, Leonardo Avelar e Conrado Gontijo – que defendem os réus Enivaldo Quadrado e Breno Fischberg – fizeram “agressões gratuitas” a ele nas alegações finais em defesa de seus clientes.
De acordo com Barbosa, os advogados alegam que ele agiu de forma parcial, tomando decisões midiáticas e dando entrevistas adiantando sua intenção de condenar os réus. “Tais afirmações, para dizer o mínimo, ultrapassam o limite da deselagância e da falta de lealdade e urbanidade que se exige de todos os advogados do processo, aproximando-se da pura ofensa pessoal”.
O ministro sugeriu que o STF encaminhasse um ofício à Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) para abertura de processo disciplinar contra os defensores, mas a ideia foi acatada apenas pelo ministro Luiz Fux, que é juiz de carreira. Os demais ministros entenderam que os advogados têm licença para usar os meios que considerarem necessários para defender seus clientes.
O posicionamento da maioria da Corte desagradou o relator, que disse que a honra do Tribunal foi atacada e, não, apenas a sua. “Cada país tem o modelo de Justiça que merece. Se [a Justiça] se deixa agredir, se deixa ameaçar por uma guilda profissional, nunca se sabe qual é o fim que lhe é reservado”.
O ministro Marco Aurélio respondeu ao colega que não se sentiu atacado pelas ofensas, o que provocou nova reação de Barbosa: “Vossa Excelência talvez faça parte...”, disse o ministro, sem concluir o raciocínio.
Mais cedo, os ministros rejeitaram as preliminares que pediam o desmembramento do processo e o impedimento do relator, destacando que as questões já foram respondidas anteriormente pela Corte. Eles também rejeitaram o pedido de anulação do processo sob o argumento de inépcia – termo jurídico que diz que o Ministério Público não detalhou os crimes nem a participação de cada acusado.
Copyright © Editora Abril - Todos os direitos reservados