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Mensalão | 03/08/2012 22:25

Gurgel foca acusação em Dirceu e Valério e pede prisões

O procurador falou por 4 horas e 38 minutos e detalhou a atuação dos participantes no suposto esquema e como ele funcionaria

Agência Brasil

O procurador geral da República, Roberto Gurgel, no STF, durante julgamento do mensalão

Roberto Gurgel: o procurador mirou o ex-ministro da Casa Civil do governo Lula, o petista José Dirceu, descrito por ele como líder do "grupo criminoso"

Brasílai - O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, foi a peça central do segundo dia do julgamento do processo chamado de mensalão no Supremo Tribunal Federal (STF), e pediu a condenação de 36 réus e a prisão imediata dos envolvidos após o julgamento.

Gurgel mirou o ex-ministro da Casa Civil do governo Lula, o petista José Dirceu, descrito por ele como líder do "grupo criminoso", e o publicitário Marcos Valério, citado como "elo" e principal operador do suposto esquema de desvio de recursos e repasse para parlamentares em troca de apoio político.

O procurador falou por 4 horas e 38 minutos e detalhou a atuação dos participantes no suposto esquema e como ele funcionaria. No final, citou tentativas de intimidação e constrangimento.

Citou Dirceu, a quem tudo precisaria ser aprovado, mas reconheceu que, como todo "chefe de quadrilha", o ex-ministro não deixou rastros, mas disse haver prova "contundente" da atuação dele. Após a sessão, citou os envolvidos como uma "quadrilha extremamente arrogante".

"José Dirceu foi a principal figura de tudo o que apuramos. Foi o mentor do grupo... Nada, absolutamente nada, acontecia sem a prévia aprovação de Dirceu." "(Mas) em crimes como o que vimos, em muitas situações, se passava entre quatro paredes, mas não em quatro paredes comuns, em quatro paredes do palácio presidencial", disse ele.

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