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STF | 02/08/2012 20:24

Gurgel diz que não pedirá impedimento de Toffoli no mensalão

Segundo o procurador-geral, se houver o pedido de impedimento, o julgamento poderia sofrer um novo atraso

Marcello Casal Jr/Agência Brasil

O procurador-geral da República, Roberto Gurgel

O procurador-geral da República, Roberto Gurgel: Perguntado se o Toffoli deveria se declarar impedido, jurista disse que "essa é uma questão do ministro"

Brasília - O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, disse nesta quinta-feira que não pedirá o impedimento ou suspeição do ministro José Antonio Dias Toffoli para julgar o processo do chamado mensalão, uma vez que ele trabalhou com José Dirceu, um dos réus.

O ministro participou da discussão da proposta de desmembramento do processo, feita pela defesa de um dos réus, e votou contra. Toffoli, no entanto, ainda pode declarar-se impedido de participar do julgamento, que teve início nesta quinta-feira.

Gurgel disse que, se fizesse o pedido de impedimento, o julgamento poderia sofrer um novo atraso.

"Na medida em que fizesse essa menção, nós teríamos, de imediato, a suspensão do julgamento. E, dessa suspensão, poderia decorrer até à inviabilização de que esse julgamento acontecesse num prazo, num horizonte de tempo razoável", disse Gurgel a jornalistas após o encerramento da sessão.

"Da minha parte, realmente, a oportunidade que eu teria para suscitar a questão seria hoje e optei por não fazer", disse.

Havia expectativa se Toffoli se declararia impedido para julgar o caso, já que ele trabalhou no PT e foi assessor da Casa Civil da Presidência da República quando Dirceu, um dos réus do processo, era ministro.

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