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Eleições | 31/08/2012 23:35

Durante comício em BH, Lula critica PSDB e PSB

Lula lembrou a aliança feita com os tucanos em 2008 para eleger Lacerda, decisão que causou profunda divisão no PT mineiro

Luciana Nunes Leal e Marcelo Portela, do

Ueslei Marcelino/Reuters

Ex-presidente Lula em Brasília, foto de 2012

Ex-presidente: Lula ainda fez questão de destacar que grande parte dos projetos na capital e no Estado foram iniciados ainda durante seu governo

Belo Horizonte - Em seu primeiro comício desde que deixou a Presidência da República, o petista Luiz Inácio Lula da Silva foi duro com o PSDB e o PSB, principais adversários na capital mineira. Em discurso na Praça da Estação durante ato de campanha do ex-ministro Patrus Ananias, Lula evitou citar nomes, mas disparou petardos contra o senador Aécio Neves (MG) e contra o grupo do PSB mineiro ligado ao tucano e liderado pelo prefeito Marcio Lacerda, que disputa com o petista o Executivo municipal.

"Eles acharam que nós estávamos derrotados. Não quiseram aliança. Faz parte da cabeça deles tentar destruir o PT. Mas o PT não é Lula, não é Dilma, não é Pimentel, não é Patrus. É cada um de vocês", afirmou, em meio aos aplausos das cerca de 5 mil pessoas que, segundo estimativa da Polícia Militar (PM), participaram do evento.

Lula lembrou a aliança feita com os tucanos em 2008 para eleger Lacerda, decisão que causou profunda divisão no PT mineiro. Este ano, parte da legenda capitaneada pelo ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel, insistia na reedição do acordo, mas, na última hora, divergências na formação das chapas levaram à saída do PT da coligação e o consequente lançamento da candidatura de Patrus.

"A gente tinha uma aliança que todo mundo entendeu que tinha que haver aliança. Mas aí começou a briga. Aqueles que o PT ajudou a chegar ao poder não querem mais ficar com o PT. Tudo bem. O PT não vai ficar chorando. Porque um partido que tem um homem da qualidade do Patrus não tem que temer adversário", discursou. "É importante que eles saibam que não estariam no governo se não fôssemos nós", acrescentou.

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