Aguarde...
Por um diaHoje, sexta-feira, Renan é presidente da República do Brasil
PTMP pede punição a Dilma por propaganda antecipada
CargoSenadores elogiam escolha de Luís Roberto Barroso para STF
EleiçõesAlckmin diz que Serra será candidato em 2014
EleiçõesCampos critica precipitação do debate eleitoral
AdvogadosCrítica de lentidão do processo do mensalão seria infundada
EmpregadosSenado quer mudar regras em demissão de domésticos por crime
EscolhaLuís Roberto Barroso se diz honrado com indicação para o STF
CandidatoLula pede "moderação" a Lindbergh Farias
TributaçãoRelator se diz frustrado por MP 601 não ter sido votada
Entre 6 de fevereiro de 2004 e 18 de abril deste ano, a Delta repassou, em mais de 100 operações eletrônicas
Brasília - Os dois ex-diretores da Delta Construções investigados por envolvimento com a organização do bicheiro Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, movimentaram 785 contas da empreiteira a partir de 1991. Relatório do Departamento de Prevenção a Ilícitos Financeiros do Banco Central revela a frequente atuação de Cláudio Dias Abreu, ex-chefe da empresa no Centro-Oeste, e Heraldo Puccini Neto (Sudeste) sobre ativos financeiros da empresa, inclusive os de sua matriz, no Rio de Janeiro.
Remetido à CPI do Cachoeira, o documento, ao qual o Grupo Estado teve acesso, mostra que Abreu atuou como procurador de 457 contas correntes, poupança e de investimento da Delta, entre 1991 e 2012, abertas em nove bancos. Puccini consta como representante da empreiteira em outras 328, a partir de 1995, em sete instituições. As informações contrariam a tese da empresa de que os dois dirigentes tinham atuação restrita às suas regiões.
A enorme quantidade de procurações se justifica devido à exigência dos governos federal, estaduais e municipais de que cada obra contratada tenha uma conta específica. E sinaliza que a CPI terá dificuldade para analisar a imensa teia de movimentações financeiras. A comissão quebrou o sigilo bancário dos diretores e da própria Delta. O da matriz foi afastado em 29 de maio, mas, por ora, a maioria das instituições não remeteu as informações.
Criticado na comissão por apresentar dados incompletos, o Banco BMG entregou nesta sexta aos parlamentares mais documentos, aos quais o Grupo Estado teve acesso. A empreiteira mantinha duas contas na instituição, abertas no Rio de Janeiro. Elas, no entanto, eram usadas para recebimento de créditos e transferências a contas da própria empresa.
Entre 6 de fevereiro de 2004 e 18 de abril deste ano, a Delta repassou, em mais de 100 operações eletrônicas, cerca de R$ 300 milhões do BMG às suas contas em oito outras instituições. Procurado pela reportagem, o banco, em nota, sustentou que não faz recebimentos nem pagamentos em espécie e que, no caso da empreiteira, não houve repasses a terceiros. "O BMG jamais se recusou a prestar qualquer tipo de informação que lhe tenha sido solicitada por autoridade competente", acrescentou.
Copyright © Editora Abril - Todos os direitos reservados