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Duda Mendonça: O publicitário e seu sócio, Zilmar Fernandes, foram acusados por lavagem de dinheiro
Brasília - A defesa do publicitário Duda Mendonça, que dirigiu a campanha que levou Lula ao poder em 2002, negou nesta quarta-feira no Supremo Tribunal Federal (STF) que seu cliente tenha feito lavagem de dinheiro e evasão de divisas.
Mendonça, de 68 anos e considerado um mago do marketing e da imagem, está entre os 38 réus do julgamento iniciado em 2 de agosto por um escândalo por supostos subornos no Parlamento e financiamento ilegal de campanhas.
O publicitário e seu sócio, Zilmar Fernandes, foram acusados por lavagem de dinheiro e evasão de divisas por recursos recebidos de uma suposta rede de corrupção e por depósitos que o PT teria feito em uma conta que Mendonça tinha no exterior.
O advogado Luciano Feldens, defensor de ambos, afirmou perante o Supremo que ''todo'' o dinheiro recebido por seus clientes tem ''origem lícita'' e correspondia a um ''trabalho realizado'', como ''ajudar'' Lula a chegar à Presidência do Brasil em 2002.
''O PT tinha um sonho, fazer o presidente da República. O candidato era Luiz Inácio Lula da Silva. Para realizar esse sonho, o partido contrata os dois maiores publicitários do país: Duda Mendonça e Zilmar Fernandes'', sustentou ''que dirigiram uma longa e custosa campanha política''.
Feldens afirmou que no processo ''há 36 réus por terem se envolvido de uma ou outra forma em um esquema de desvio de dinheiro público ou de outros ilícitos'', mas ressaltou que Mendonça e Fernandes ''são os únicos que são acusados de ter recebido dinheiro por um trabalho que efetivamente fizeram'' o qual foi ''público e notório''.
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