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Brasília - A fase de alegações do processo contra os 38 acusados de suposta corrupção denunciadas em 2005 no Brasil foi encerrada nesta quarta-feira com a defesa do marqueteiro que dirigiu a campanha que levou Lula ao poder pela primeira.
Os advogados do publicitário Duda Mendonça foram os últimos escutados pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que, com a conclusão dessa primeira etapa do processo, chamado de ''julgamento do século'' por parte da imprensa, passará a debater a suposta responsabilidade dos réus.
Mendonça, hoje com 68 anos e considerado um mago da publicidade, foi acusado com seu sócio Zilmar Fernandes de lavagem de dinheiro e evasão de divisas, acusações que seus advogados negaram com veemência.
A Procuradoria Geral da República (PGR), parte acusadora no julgamento, baseou as acusações no fato de que parte dos honorários cobrados por Mendonça pela campanha de Lula foi depositada pelo PT em uma conta no exterior, e na suposição de que a origem do dinheiro estaria em uma rede de corrupção.
O advogado Luciano Feldens afirmou perante o STF que ''todo'' esse dinheiro era ''lícito'' e correspondia a um ''trabalho realizado'', como foi ''ajudar'' a Lula a chegar à Presidência em 2002.
''O PT tinha um sonho, fazer o presidente da República. O candidato era Luiz Inácio Lula da Silva. Para realizar esse sonho, o partido contrata os dois maiores publicitários do país: Duda Mendonça e Zilmar Fernandes'', sustentou, ''que dirigiram uma longa e custosa campanha política''.
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