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Brasília - Os advogados de três dos 38 acusados da corrupção que teria permeado o governo brasileiro em 2005 admitiram nesta segunda-feira que houve ''atos ilícitos'' na campanha que levou Lula ao poder, mas negaram que tenha havido subornos no Congresso.
O mais claro nesse sentido foi o advogado Arnaldo Malheiros Filho, que defende o ex-tesoureiro do PT, Delúbio Soares, que testemunhou no plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) que parte do dinheiro arrecadado para a campanha de Lula não foi declarado à Justiça Eleitoral.
O advogado foi ao cerne do processo, considerado histórico e que tenta determinar se houve uma trama para subornar dezenas de parlamentares, como alega a acusação, ou se houve apenas arrecadação de dinheiro para campanhas de forma irregular, o que não passaria de uma violação de normas eleitorais já prescrita.
Segundo Malheiros, a quantia que motivou a acusação foi entregue em dinheiro pelo PT a outros três partidos que integraram a coalizão de governo porque era ''ilícito'', ''não declarado'' e, portanto, não se podia conduzir através de contas bancárias pois seria detectado.
No entanto, o advogado negou de forma contundente que esses recursos, que a Polícia estima em cerca de R$ 100 milhões, tenham sido utilizados para subornar deputados e ''comprar'' assim seu apoio ao governo no Congresso.
Malheiros rechaçou, portanto, que o dinheiro repartido pelo PT entre esses partidos tenha sido para ''construir uma maioria parlamentar'' que o governo Lula não tinha quando assumiu em 1º de janeiro de 2003, que é uma das teses da acusação formulada pela Procuradoria Geral da República (PGR).
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