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Cachoeira na CPI: no governo, há temor que Pagot faça da CPI um palco para atacar ministros
Brasília - A CPI do Cachoeira terá uma semana decisiva para aprovar convocações de pessoas que podem levar a investigação a novos desdobramentos depois do recesso parlamentar que começa no próximo dia 17.
Na quinta-feira, quando a comissão terá a última reunião administrativa antes do recesso, estarão em pauta a convocação do ex-presidente da construtora Delta Fernando Cavendish, e do ex-diretor-geral do Dapartamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) Luiz Antonio Pagot.
A ida dos dois à CPI mista é debatida desde o começo dos trabalhos há mais de dois meses e numa votação apertada a convocação foi adiada há algumas semanas. Contudo, os membros da comissão acreditam que agora não há mais espaço para protelações. Ou seja, os deputados e senadores terão que aprovar ou rejeitar os requerimentos que tratam do tema.
Se for convocado pela CPI, Cavendish pode elevar a investigação sobre a Delta, até agora restrita ao âmbito da região Centro-Oeste, para nível nacional. Essa possibilidade preocupa parte do governo, que vê aí uma possibilidade de desestabilização do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), uma das vitrines do governo Dilma Rousseff.
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