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São Paulo - Pessoas que criticam os representantes da nação no Congresso Nacional têm agora mais um argumento: pelo menos 191 deputados e senadores respondem a inquéritos ou ações penais no Supremo Tribunal Federal (STF), revela levantamento do Congresso em Foco. O número é o maior desde que o site começou a pesquisa, em 2004.
Dentre as acusações das quais os parlamentares terão que se defender perante a Corte – a única instância que pode julgá-los criminalmente – estão até mesmo homicídio, sequestro e associação ao tráfico de drogas, em uma lista com 20 tipos diferentes de crime, segundo o Congresso em Foco.
Dos 191, 31 são senadores, o que representa quase 40% do Senado. No levantamento do site, o campeão da casa em processos no STF é Jader Barbalho (PMDB-PA), que renunciou para escapar de uma possível cassação em 2001. No total, de acordo com a pesquisa, são dois inquéritos e cinco ações penais por crimes como peculato, falsidade ideológica, emprego irregular de verba pública e lavagem de dinheiro.
Governistas e oposicionistas têm contas a prestar ao STF, o que inclui desde o líder da bancada do PT na Câmara, Jilmar Tatto (SP), a Eduardo Azeredo (PSDB-MG), envolvido nas denúncias do chamado mensalão mineiro. Há também novatos, como o deputado Romário (PSB-RJ), cujo suposto crime ocorreu antes de assumir o mandato, a antigos membros do Congresso, como Paulo Maluf (PP-SP).
No site do Congresso em Foco é possível ver a lista detalhada das ações em curso contra esses e outros parlamentares, com as justificativas enviadas por suas assessorias.
No caso de Romário, o deputado alegou ao site que não agiu de má-fé e que a propriedade onde a encosta foi explodida estava sob cuidados de amigos na época, em 2007. Já o deputado Eduardo Azeredo negou a prática dos crimes dos quais é acusado e afirmou que a defesa está sendo apresentada ao Tribunal. Segundo o Congresso em Foco, Maluf e Jader Barbalho não enviaram respostas sobre as acusações. Ambos, no entanto, negaram em ocasiões anteriores qualquer participação em esquemas de corrupção. Jilmar Tatto alegou que os fatos objetos de apuração são "absolutamente improcedentes e decorrem de um cenário de guerra política institucionalizada entre os partidos".
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