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Eleitor votando: para especialistas que acompanham a eleição, é difícil afirmar se o escândalo terá impacto nas urnas na reta final
Brasília - A 16 dias das eleições municipais e amargando a pior situação eleitoral em mais de uma década nas capitais, o PT tenta afastar das urnas o impacto do julgamento do chamado mensalão, em andamento no STF, que entrará na fase mais delicada para o partido nos próximos dias, quando começa a análise das acusações contra a cúpula petista do suposto esquema.
Lideranças do PT e de partidos aliados negam que as candidaturas venham sofrendo com a repercussão de condenações no Supremo Tribunal Federal (STF) e a constatação, por parte dos ministros da Corte, de que houve compra de apoio político pelo governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Para especialistas que acompanham a eleição, é difícil afirmar se o escândalo terá impacto nas urnas na reta final. Eles apontam que o mau desempenho de alguns candidatos vem mais do desgaste dos partidos e do esgotamento de suas propostas locais do que de um fator externo, como o julgamento.
"Eu não vejo impacto do julgamento até agora", diz Márcia Cavallari, diretora do Ibope. "Para o eleitor o caso (do mensalão) é muito complicado (de compreender)... e há candidatos do PT ganhando Brasil afora", acrescentou ela, para quem o poder de presidentes da República é limitado nos pleitos municipais.
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