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Fernando Haddad, no primeiro debate de campanha, entre candidatos a prefeito de São Paulo, na Band
São Paulo - A dois meses do primeiro turno das eleições, o escolhido do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para tirar a prefeitura de São Paulo da área de influência do PSDB, Fernando Haddad (PT), segue estagnado na casa de um dígito nas pesquisas eleitorais. Diante da dificuldade em fazer a candidatura do afilhado de Lula deslanchar, o PT paulista já enxerga nas cidades do chamado cinturão metropolitano de São Paulo uma forma de tentar equilibrar as forças políticas no estado.
A principal arma do partido para as eleições na Grande São Paulo é a relação com o governo federal. Levantamento feito nas 38 cidades que estão no entorno da capital mostra que as que mais receberam recursos do governo Dilma Rousseff nos dois meses que antecederam o início da campanha eleitoral são governadas pelo PT. Neste período, foram transferidos, por meio de convênios, 42,1 milhões de reais para os prefeitos petistas. O valor é mais do que o dobro do que recebeu o segundo no ranking, o PSB, também aliado no plano federal.
São Bernardo do Campo, berço político do ex-presidente Lula, está no topo da lista. Do início de maio até 7 de julho - último dia permitido pela Justiça Eleitoral para a transferência de recursos da União aos estados e municípios - a cidade recebeu 30,2 milhões de reais, o equivalente a 52 reais por eleitor.
No dia 6 de julho, na véspera de a Justiça Eleitoral proibir a participação de candidatos em inauguração em obras, o prefeito Luiz Marinho (PT), amigo de longa data de Lula, montou um palanque em São Bernardo para receber a presidente Dilma Rousseff. Ela desembarcou em solo paulistano exclusivamente para inaugurar, com a presença do ex-presidente Lula, uma Unidade de Pronto Atendimento de Saúde (UPA) na cidade. Neste dia, o governo liberou 18,3 milhões de reais para a unidade de atendimento que funciona 24 horas e atende casos de média complexidade.
“Quem chega primeiro, bebe água limpa”, diz Marinho. Segundo ele, os recursos só chegam para a cidade porque sua equipe técnica apresenta “projetos compatíveis” com as exigências do governo federal. “Temos uma situação antes e depois do governo Lula. Até a nossa chegada, a cidade ficou seis anos boicotando as ações do governo federal”.
Cinturão - Além manter o controle suas 11 atuais prefeituras - de um total de 39 -, o PT trabalha para expandir seu domínio. A legenda tem candidatos em 29 das 39 cidades da região. “O objetivo do PT na região metropolitana é sair maior do que entrou”, diz o prefeito de Osasco, Emídio de Souza. Na mira petista estão principalmente cidades como Santo André - que o partido já governou por quatro anos - Franco da Rocha, Mogi das Cruzes e a pequena Rio Grande da Serra.
A região metropolitana é o maior pólo de riqueza nacional, com um Produto Interno Bruto (PIB) de 572,2 bilhões de reais (57% do total do estado e 18,9% do país). Ela abriga 19,7 milhões de habitantes, a metade da população do estado. Os 11 municípios administrados pela legenda concentram 3,4 milhões de eleitores.
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