Aguarde...
DiplomaciaVice presidente dos EUA vem ao Brasil para falar com Dilma
MinistroMensalão não pesou na indicação de Barroso, diz Dilma
Base aliadaDilma admite que relação com PMDB tem "flutuações"
2014Possível candidatura de Campos gera crise no PSB
AgropecuáriaFPA vai questionar governo sobre exigências do Código
VisitaBrasil quer cooperação com a África, diz Dilma
CargoNovo ministro do STF defende equilíbrio entre poderes
Carlos Augusto de Almeida Ramos, mais conhecido como "Carlinhos Cachoeira"
Brasília - Depois de romper com o escritório de advocacia do ex-ministro da Justiça Márcio Thomaz Bastos, Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, chegou algemado e sem terno para a audiência de instrução do processo da operação Saint Michel. De malha azul e calça, permaneceu calado durante toda a sessão. Ele também não contou com o apoio da companheira, Andressa Mendonça, e nem de seus familiares. Por ordem judicial, Andressa está proibida de se aproximar de Cachoeira ou de qualquer um dos réus da operação Monte Carlo. Era ela a responsável por organizar viagens dos parentes do bicheiro para os julgamentos.
Com a saída do ex-ministro da Justiça do caso, Cachoeira tem prazo de 10 dias para constituir nova defesa. Rafael Turcherman, advogado do escritório de Bastos, acompanhou a audiência, mas não falou com a imprensa.
Cachoeira não foi ouvido nesta quarta. O Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT) remarcou para 29 de agosto o depoimento dos réus da operação Saint Michel. A defesa dos acusados alegou que duas testemunhas ainda não foram ouvidas na ação que investiga fraudes no sistema de bilhetagem do transporte público de Brasília.
Único réu a depor, Gleyb Ferreira falou que era apenas funcionário de Cachoeira e que trabalhava para viabilizar negócios das empresas do grupo com governos e outros empresários. As informações foram publicadas no twitter do TJDF. A juíza Ana Cláudia indeferiu todos os pedidos para que os jornalistas pudessem acompanhar a audiência pública. Ela alegou falta de espaço na sala.
Os advogados de Gleyb pediram que a magistrada convertesse a prisão preventiva em medida cautelar. A defesa alega que a licitação para a bilhetagem sequer ocorreu. Já a defesa de Heraldo Puccini pediu que o decreto de prisão fosse revogado. O ex-diretor da Delta no Sudeste está foragido. O MP pediu vista para analisar os pedidos.
Nesta quarta foram ouvidas duas testemunhas de acusação - Milton Martins, ex-diretor do DFTrans, e José Walter, secretário de Transportes do DF, e duas de defesa.
Copyright © Editora Abril - Todos os direitos reservados