Aguarde...
RelatórioGoverno deve abater R$ 45 bi na meta de superávit primário
OperaçãoCasa Civil nega acesso à investigação sobre Rosemary
Dois empregosAGU não vê ilegalidade no acúmulo de cargos públicos de Afif
RepressãoPresidente ordenou extermínio na ditadura, diz Comissão
ImpostoPara Temer, reforma do ICMS não está ameaçada
DireitosExecutivo e legislativo selam acordo por domésticas
AlíquotaÉ preciso retomar debate sobre ICMS, diz Calheiros
TrabalhoGoverno tem sugestões para regulamentação de domésticas
IsençãoDilma desiste de projeto e faz sugestões a domésticas
MinistraMarta Suplicy diz que desafio é estimular novas linguagens
Joaquim Barbosa no julgamento do mensalão no STF: de acordo com o ministro, não havia mistério sobre a disposição de seu voto, pois ele tornou seus critérios públicos em junho
Brasília – O ministro Joaquim Barbosa, relator do processo do mensalão no Supremo Tribunal Federal (STF), disse hoje (20) que a presença dele no Tribunal incomoda alguns veículos da imprensa. Sem citar nomes, o ministro também criticou a cobertura jornalística do julgamento.
“Gostaria de corrigir umas bobagens que foram ditas na imprensa. Há muita intolerância no Brasil. E para alguns periódicos neste país, incomoda muito a minha presença neste Tribunal”, disse Barbosa, em entrevista coletiva após sessão plenária desta segunda-feira.
O ministro acredita que a imprensa polarizou de forma equivocada o debate sobre o formato de julgamento do mensalão, o que classificou como “falta de assunto” e “grande bobagem”. O plenário acabou acatando a proposta de Barbosa, que fatiou o julgamento por capítulos, em detrimento da proposta do revisor Ricardo Lewandowski, que defendia a leitura do voto de cada ministro por inteiro.
De acordo com Barbosa, não havia mistério sobre a disposição de seu voto, pois ele tornou seus critérios públicos em junho, em reunião administrativa para discutir o cronograma de julgamento da ação penal. Ele ainda disse que ocupou um posto "marginal" na discussão ocorrida na última quinta-feira (16) sobre a metodologia do julgamento, e que o debate mais robusto foi travado entre os ministros Carlos Ayres Britto, Ricardo Lewandowski, Luiz Fux e Gilmar Mendes.
Barbosa ainda disse que pode mudar seu ponto de vista após exposição dos colegas e que cabe apenas ao presidente decidir se o ministro Cezar Peluso deve antecipar seu voto. “Não é da minha alçada é da alçada do presidente. Minha preocupação aqui é proferir um voto, se eu estiver na presidência eu decidirei”.
Peluso se aposenta compulsoriamente no próximo dia 3 de setembro, e a última sessão dele na Corte será no dia 30 de agosto. O ministro só conseguirá votar por completo caso se antecipe ao relator e ao revisor. O regimento do STF abre brecha para o adiantamento do voto, mas a manobra é tratada como exceção.
Copyright © Editora Abril - Todos os direitos reservados