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A eventual proibição de distribuição de sopa a moradores de rua nas vias de São Paulo foi apenas a última das várias polêmicas em que Kassab se envolveu como prefeito
São Paulo – O fato de Gilberto Kassab (PSD) vir a público para explicar que não haverá proibição de distribuição de sopa a moradores de rua talvez encerre mais uma das polêmicas de sua gestão à frente da Prefeitura de São Paulo.
Desde que assumiu, em 2006, ele não pode dizer que seja a primeira.
De merenda a feiras livres, Kassab soube como poucos motivar debates acalorados nas ruas e, principalmente, nas mídias sociais. Ontem, foi difícil não trombar com o assunto no Twitter ou no Facebook. Na grande maioria, os comentários eram críticos à medida.
Confira abaixo outras questões polêmicas na gestão do prefeito. Parte delas delas sofreu o mesmo trâmite que hoje parece ser o destino provável da história do sopão. Diante da repercussão negativa, a gaveta.
Merendas
Uma palavra que simboliza polêmica para a gestão Kassab é “merenda”. E não só por causa de denúncias sobre a existência de uma máfia que fraudava licitações em todo o estado, incluindo a capital. Em pelo menos duas ocasiões, a alimentação escolar esteve no centro das discussões dos paulistanos. E em uma delas, Kassab recuou diante da má repercussão.
Em 2007, a Prefeitura aceitou pedido da Nestle para diminuir a quantidade de nutrientes exigida pelo governo para a sopa da merenda. O alimento seria oferecido a pais e alunos nos encontros conhecidos como Sábado na Escola. A previsão dos nutricionistas do município era que as sopas tivessem 7 kg de carne em 100 quilos do produto, número que então caiu para 0,5 quilo.
Kassab não voltou atrás e, a uma rádio, declarou à época que se tratava de uma decisão “técnica” e uma sugestão “transparente” por parte da empresa.
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