Pezão volta a negar hipótese de racionamento de água no RJ

Governador disse que estão sendo estudadas medidas de emergência para "fortalecer o abastecimento"

Rio de Janeiro – O governador do Rio, Luiz Fernando Pezão (PMDB), voltou a negar nesta sexta-feira a hipótese de racionamento de água para a população, mas afirmou que “diversas empresas foram alertadas há dois anos para fazerem novas captações e algumas obras por causa da estiagem”.

Na quinta-feira, 22, o secretário estadual de Ambiente, André Corrêa, havia admitido reflexos da crise hídrica que atinge o estado no abastecimento de grandes indústrias como a Companhia Siderúrgica do Atlântico (CSA) e a Gerdau, em Santa Cruz, na zona oeste da capital.

Apesar de afirmar que não há risco de racionamento, Pezão disse que estão sendo estudadas medidas de emergência para “fortalecer o abastecimento”, como a captação de água de reúso da estação de tratamento de esgoto da Alegria, no Caju, na zona norte do Rio.

Outra possibilidade é o uso do reservatório da represa de Ribeirão das Lajes, em Piraí, que está sendo poupado e, segundo o governador, poderia abastecer a capital “por uns três meses”.

Na quarta-feira, 21, o nível do reservatório de Paraibuna, o maior dos quatro que abastecem o estado do Rio, chegou a zero pela primeira vez desde 1978, quando ele foi inaugurado, e a captação avançou sobre o volume morto.

“Nunca enfrentamos algo assim. Mas a gente acredita que atravessa o ano mesmo que a chuva não venha na intensidade que estamos esperando. Tomamos uma série de medidas e estamos atravessando esse período de seca com manobras, vendo as horas de transferir de um reservatório para outro. Estamos conseguindo passar por esse período muito bem até agora. Vamos começar a intensificar uma grande campanha para as pessoas não desperdiçarem água. Tenho conversado com especialistas que acham que vai chover muito até maio”, disse Pezão, durante a posse do procurador-geral de Justiça do Estado, Marfan Martins Vieira.

Ele afastou a possibilidade de o governo adotar a proposta defendida pelo Secretário do Ambiente de um novo modelo de cobrança pelo uso da água, com descontos para quem consome menos e sobretaxa para quem consome mais.

“Não está previsto aumento da tarifa. Não é uma medida que vamos realizar este ano.”