PEC do teto só funcionará com reformas, diz Alckmin

"É preciso ter a reforma da Previdência e as demais reformas. Elas são essenciais", acrescentou o governador de SP

São Paulo – Os governadores de São Paulo e de Goiás, ambos do PSDB, defenderam nesta segunda-feira, 17, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que limita os gastos públicos – a PEC 241 – assim como a aprovação de reformas estruturais para equilibrar as contas públicas, em especial a reforma da Previdência.

Após participar de conferência internacional sobre açúcar e etanol promovida pela Datagro, o governador paulista, Geraldo Alckmin, afirmou a jornalistas que as reformas são “importantes” e “essenciais” para que a PEC 241 seja “exequível”.

“É preciso ter a reforma da Previdência e as demais reformas. Elas são essenciais, especialmente a reforma da Previdência”, disse Alckmin. “Sou favorável à PEC, mas é importante que haja reformas para que ela seja exequível.”

Também presente ao evento, Marconi Perillo, governador de Goiás, frisou que o país precisa de um “choque de realidade”, ao defender a aprovação do projeto que estabelece um teto às despesas primárias da União.

“Se não tivermos um choque de realidade, o Brasil vai chegar à situação da Grécia”, afirmou Perillo, que também defendeu a reforma nas aposentadorias. “O Brasil está vivendo com o que não tem. Temos que viver com o que nós temos”, acrescentou.