O que os brasileiros pensam sobre a Lava Jato em números

Sondagem da Ipsos endossa clima dos protestos deste domingo: maioria dos brasileiros quer que a Lava Jato continue – custe o que custar

São Paulo — 96% dos brasileiros querem a continuidade das investigações da Operação Lava Jato independente das consequências. É o que revela pesquisa da consultoria Ipsos realizada entre 1 e 13 de novembro em 72 cidades.

Essa é a maior proporção de pessoas que declararam apoio às investigações desde que a pergunta começou a ser feita em janeiro de 2016.

O resultado do estudo endossa a mensagem dos protestos deste domingo, que levaram milhares às ruas em todos os estados em defesa da Lava Jato, que apura esquema de corrupção na Petrobras e em outras estatais.

Partidos

O levantamento, no entanto, revela um paradoxo: apesar do franco apoio, o brasileiro não tem muitas informações sobre as principais suspeitas da Lava Jato.

Isso se mostra  em um dado básico: 66% dos brasileiros associam o PT à corrupção da Petrobras e apenas 7% fazem essa ligação com o PMDB – que também tem políticos investigados na Lava Jato.

Nenhum entrevistado associou o PP ao escândalo. Em tempo: o partido é o que detém a maior lista de políticos suspeitos de envolvimento no caso. Um quinto dos entrevistados (19%) não soube responder  a essa pergunta e 5% preferiram não se posicionar.

Uma das principais conclusões ao se olhar para o estudo da Ipsos é de que o PT está, de fato, na berlinda perante a opinião pública. 82% dos entrevistados afirmam que as investigações mostram que todos partidos são corruptos, mas para 72% deles, o PT  é mais corrupto do que os outros.

Para 83% dos entrevistados, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, provavelmente, será citado na delação premiada dos executivos da Odebrecht. Apenas 54% acreditam que o presidente Michel Temer estará na mesma situação.

 

Infográfico mostra resultado da pesquisa Ipsos sobre a Lava Jato entre 1 a 13 de novembro de 2016 em 72 cidades

Infográfico mostra resultado da pesquisa Ipsos sobre a Lava Jato entre 1 a 13 de novembro de 2016 em 72 cidades

Comentários

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  1. Ariovaldo Leite Junior

    Entendo que não há “doa a quem doer”. E sim, um país com uma sociedade integra e ética. O que buscamos é que todos tenham o direito e a dignidade de andar de cabeça erguida em todo e qualquer lugar. Simples. É só fazer direito da primeira vez.

  2. TESTE DE DESONESTIDADE INTELECTUAL

    Responda se é a favor ou contra:

    · Punição dos corruptos?

    · Punição de políticos que usam caixa dois?

    · Impedir que Estado jamais crie a profissão de dedo duro, e muito menos que eles venham receber 10% dos valores dos crimes apurados, sem nenhuma consequência se estiverem mentindo?

    · Você jamais será submetido a teste de honestidade?

    · Sua vida jamais será exposta na mídia e jamais será preso por dias, sem o devido julgamento?

    · Punição de todos os profissionais que atentem contra a sua vida ou liberdade?

    · Você continuará a ter o direito de buscar nas Cortes Superiores da Justiça a reparação de uma injustiça?

    · O Estado será obrigado a ressarcir todos os danos materiais e morais que você venha por ventura sofrer, em razão de um erro cometido por agentes públicos.

    · Que esses agentes públicos respondam por esses erros cometidos contra a sua pessoa?

    Se respondeu sim às perguntas acima deve ler atentamente as propostas de combate a corrupção apresentada ao Congresso Nacional por iniciativa popular. Essas propostas defendem o NÃO a várias dessas perguntas, sob o pretexto de pedir o fim da corrupção e do caixa dois.

    Proporcional ao PIB, a Justiça brasileira custa cerca de dez vezes a mais que a americana. Os policiais, delegados, promotores, juízes, agentes dos Tribunais de Contas têm o direito a um salário diferenciado (sem os abusos é claro), exatamente por desempenharem uma das funções mais nobres da sociedade: A imposição do impérios das leis a todos.

    Uma Justiça que ignora os fatos e documentos nos autos e não observa o princípio da razoabilidade na interpretação e aplicação das leis, deixa de ser justa e passa a ser fascista.

    De acordo com o Ministro Gilmar Mendes, a maioria das pessoas processadas são inocentadas, o que demonstra uma epidemia de mal prática e abuso de autoridade dos que devem impor o império da lei. Isso sem falar dos inocentes condenados pelo abuso de autoridade ou dos milhares de pobres mantidos em cárceres sem julgamento.

    É certo que as medidas aprovadas recentemente pela Câmara precisam ser aprimorada, inclusive para prevenir e reparar os danos contra inocentes.

    Não se pode admitir que alguns grupos usem da desonestidade intelectual para atingir fins alheios às liberdades individuais. O nome disso é falsidade ideológica, porque são pessoas conhecedoras das leis que deveriam protegê-las, mas querem o direito de matar a honra do inocente, sem responder pelos seus atos. São pessoas que sabem que isso é uma aberração no mundo civilizado.

    Dizer que o projeto aprovado pela Câmara impede as investigações da Lava a Jato é pura desonestidade intelectual. Os agentes públicos que impõem o império das leis, também devem se submeterem a elas. O contrário é o Estado ditatorial.

    É preciso dizer que essa epidemia de injustiça no Brasil é praticada por uma minoria arrogante, prepotente, irresponsável e inconsequente de agentes públicos que acreditam estar acima das leis. Felizmente, a maior parte desses agentes é composta de pessoas humanas, amantes da liberdade e das leis que protegem.

    Gil Lúcio Almeida, PhD