O que engenheiras ouvem todo dia? Alunas da Poli respondem

Mulheres representam menos de 30% dos ingressantes na Escola Politécnica da USP; em vídeo, elas decidiram contar o que incomoda

São Paulo – Ser mulher e ainda fazer faculdade de engenharia na maior instituição do país, a Universidade de São Paulo (USP), é um desafio. Preconceito, machismo e descrédito são atitudes que as aspirantes a engenheiras enfrentam diariamente.

Em reação a esses comportamentos, um grupo de alunas dos cursos da Escola Politécnica da USP decidiram gravar uma versão de “Survivor” (Sobrevivente, em português), música lançada em 2001 pela banda Destiny’s Child, que expõe a força e a independência feminina.

No vídeo, que já alcançou mais de 67 mil visualizações no YouTube, as estudantes dublam a música mostrando objetos e apagando discursos de ódio pintados pelo corpo. “Você faz Poli?”, “mal amada”, “você vai desistir”, “sexo frágil” e “cara de empregada” são algumas das frases contestadas por elas.

A estudante de engenharia civil Sade Oliveira, 21 anos, explica que a iniciativa surgiu durante as preparações para a gincana “Integrapoli”, que anualmente reúne todos os centros acadêmicos da Escola.

“Um dos desafios da competição era fazer um vídeo inspirado na música Survivor e, em vez de ficarmos no comum, vimos a oportunidade de alcançar um propósito muito maior e discutir o que passamos todos os dias”, afirmou. No fim, o vídeo acabou vencendo o concurso.

Sade conta que cada mulher escolheu desenhar ou escrever aquilo com que ela mais se identificava e sofria, por isso as frases são tão expressivas e fortes.

“Eu, por exemplo, decidi enfrentar todos aqueles que acreditam que uma mulher que se preocupa com a sua beleza e imagem não pode ser inteligente e ainda por cima gostar de exatas”, diz.

De acordo com o grupo de alunas, nos últimos cinco anos, apenas 27% dos ingressantes na Poli eram mulheres.

Comentários

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  1. Hans Fernando Frota Marinho

    Enquanto a sociedade não evoluir e perceber que a mulher é o esteio de uma casa ou de uma economia, os olhares e a sensibilidade das mulheres são características complementares à personalidade dos homens…tudo isso é um ruim para economia, descriminar a mulher por conta de uma profissão…olha mulheres existe um formato de trabalho que não existe descriminação e que todos podem trabalhar no conforto de suas casas…A internet é uma forma de se conseguir ganhos com escala em massa…
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  2. Betotecnica Locação

    Geração mimimi.

    1. Cristiane Zanluca Rothbarth

      Resposta clichê!!

  3. Tawan Nicolas

    Ah, pensei que estavam protestando contra o islã e a lei da imigração…
    elas não estão combatendo coisa alguma

  4. Rodrigo Portela

    devem estar querendo cotas , mimimizentas , vão estudar e ralar , pra conseguir seu lugar ao sol como nós homens fazemos !!

    1. Kra para de ser ridículo, elas são estudantes da POLI pra que vão querer cotas??? Elas querem , respeito, ok seja homem é não um idiota, mulheres sofrem assédio todo dia, tem que aguentar comentários machistas , por.favor não seja idiota haja como um HOMEM e não como um IDIOTA!!!!!!!!!! ENGENHARIA É PRA HOMEM. É MULHER , ELAS merecem RESPEITO!!!!!!!!!

  5. José Eleutério Alves Neto

    Me desculpem, tem horas que chego a imaginar ser necessário a sensura nos comentários desnecessários

  6. Ewerton Veloso

    Belíssimo trabalho.
    A autora da matéria parece não saber (ou omitiu, mesmo) que o vídeo, na verdade, se baseia no clipe da versão de Clarice Falcão para a música. Aliás, bem melhor que a original.
    Parabéns e agradecimentos às alunas.

  7. Thiago Cedraz de Almeida

    Não entendo uma parte da crítica, de quem é a culpa de apenas um quarto das matrículas serem referentes a mulheres na politécnica? Gente imbecil, homem idiota, há em qualquer espaço, não poderia ser diferente na politécnica da USP, ou qualquer outra Universidade do país. O machismo está presente nos espaços disputados por homens e mulheres em todos os segmentos da vida, uma parte é preconceito social. Minha esposa é Engenheira Civil, com mestrado em Estruturas, foi a única a se formar numa turma de 80, as outras 79 pessoas eram homens, a proporção inversa é vista nas Faculdades de Licenciatura. Qual, exatamente, deveria ser a crítica?

  8. Karen Matias

    O assunto é sério e a luta é totalmente válida! Na politécnica de Montreal (Canadá), aconteceu um genocídio motivado por misoginia nos anos 80. Conheçam um pouco dessa história: https://youtu.be/o_H17moBp2o

  9. Elisson Camargo

    A EXAME já foi bem melhor hein… quanto mimimi!

    1. Guilherme Salvador

      Amigo, esse tipo de matéria existe porque ainda existem ignorantes no mundo como você. Pensar é grátis! Vá fundo!