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Símbolo da campanha contra Aids: outra pesquisa mostra que adolescentes infectados têm dieta de qualidade tão baixa como a dos não-infectados
São Paulo - A perda auditiva e a otite média supurada – uma inflamação no ouvido médio que pode ser causada pelo uso de um antirretroviral – têm alta ocorrência entre as crianças e adolescentes portadores de HIV-Aids, atingindo pelo menos 36% dos indivíduos avaliados, de acordo com um estudo realizado na Universidade de São Paulo (USP).
Outra pesquisa realizada na USP mostra que os adolescentes portadores de HIV-Aids, embora necessitem, a princípio, de cuidados redobrados com a alimentação, apresentam uma dieta semelhante à dos não-portadores – com alto consumo de açúcar, gordura saturada e sódio e consumo insuficiente de cereais integrais e frutas.
Os dois estudos fizeram parte do projeto Qualidade de vida e sua relação com o curso de vida de crianças e adolescentes portadores de HIV-Aids, apoiado pela Fapesp na modalidade Auxílio à Pesquisa – Regular e coordenado pela professora Maria do Rosário Latorre, da Faculdade de Saúde Pública (FSP) da USP.
Os estudos sobre a perda auditiva e sobre a dieta corresponderam, respectivamente, à tese de doutorado de Aline Medeiros da Silva e à dissertação de mestrado de Luana Tanaka. Ambas foram orientadas por Latorre e defendidas em 2011 na FSP-USP, com bolsas da FAPESP. Além dessas pesquisas, o projeto gerou mais um doutorado e dois mestrados ainda em curso.
De acordo com Latorre, os estudos de coorte foram realizados com crianças potadoras de HIV-Aids atendidas no Instituto da Criança, do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP.
“O projeto teve o objetivo de analisar a qualidade de vida de crianças e adolescentes portadores de HIV-Aids em relação à saúde, adesão ao uso de medicamentos, presença de lipodistrofia, perda auditiva e sobrevida”, disse Latorre.
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