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Cartazes de greve na UFRJ: o governo federal encerrou as negociações no último dia 13, oferecendo reajustes de até 40%
Rio de Janeiro - Para repor as aulas perdidas com a greve mais longa da instituição, a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) elaborará um novo calendário acadêmico na quarta-feira (5). A previsão é que os 40 mil alunos retornem às salas de aulas na segunda-feira (10).
Em nota, o reitor Carlos Levi afirmou que ao longo da semana medidas administrativas serão tomadas para que a volta às aulas, após mais de 100 dias de paralisação “transcorra com tranquilidade” e evite “qualquer tipo de prejuízo à formação dos alunos”. Na última sexta-feira (31), com ampla maioria dos votos, os professores encerraram a greve.
As universidades Federal Fluminense, Federal Rural e da Federal do Estado do Rio de Janeiro permanecem paralisadas. Em todo o país, 52 instituições de ensino continuam em greve. São vinculadas ao Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes-SN).
De acordo com o Andes no Rio, para discutir a retomada das atividades acadêmicas novas assembleias estão previstas para esta semana. Amanhã (4) será vez dos professores da Federal Fluminense e do Colégio Pedro II.
Em nota de sete páginas divulgada ontem (2), o Andes avalia que as negociações com o governo federal estão difíceis. Pede que as entidades discutam a manutenção greve, mas sem suspender a mobilização pela reabertura das negociações com o ministro da Educação, Aloizio Mercadante.
O governo federal encerrou as negociações no último dia 13, oferecendo reajustes de até 40%. A proposta foi aceita pelo Sindicato de Professores de Instituições Federais de Ensino Superior (Proifes). O Andes rejeitou o oferta, mas o governo não reabriu a negociação.
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