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Saguão do aeroporto de Cumbica: turistas contam com pouca informação
São Paulo - São Paulo recebeu 12,1 milhões de visitantes no ano passado e a previsão é de que esse número chegue a 15 milhões em 2014, segundo estimativas da São Paulo Turismo (SPTuris). Os turistas, porém, contam com uma infraestrutura pouco eficiente ou nula para recebê-los, justamente nas principais portas de entrada: os Aeroportos de Cumbica, em Guarulhos, e Congonhas, na zona sul da capital.
A reportagem do jornal O Estado de S. Paulo esteve em Cumbica em diferentes dias e horários durante a semana passada e constatou que as Centrais de Informações Turísticas (CIT) dos Terminais 1 e 2 funcionam de maneira intermitente: abrem fora do horário e fecham diversas vezes ao longo do dia.
Na sexta-feira, dia 3, às 8h50, com o desembarque lotado de passageiros principalmente de voos internacionais, a CIT do Terminal 1 estava fechada. Permaneceu assim até quase 10h. O horário de funcionamento deveria ser das 6h às 22h diariamente. Na quarta-feira de manhã, nenhuma das centrais estava aberta às 6h. "Ah, eles chegam lá para as 7h30", informou o funcionário de uma lanchonete próxima. Às 7h55, chegou uma funcionária na CIT do Terminal 1, ligou a luz e saiu, deixando uma placa de "volto logo". Foi abrir a central do Terminal 2, que também permanecia fechada.
Um dia antes, na terça, às 17h, a mesma placa de "volto logo" na CIT do Terminal 1 estava acompanhada de outra: "Estamos atendendo no Terminal 2". A caminhada entre terminais era muito longa para o aposentado Maurício de Vasconcelos, de 71 anos. "Ouvi falar da exposição de um museu francês em São Paulo e queria o endereço. Você acha que eu vou lá no outro terminal pedir informação? ", perguntou ele, que viajou de Porto Alegre para uma consulta médica em São Paulo e pensava em "esticar uns dias" na cidade.
Recém-chegada de Salvador naquela manhã de sexta, a farmacêutica baiana Naize Silva, de 40 anos, encontrou a luz apagada e ninguém para atendê-la na CIT do Terminal 1. "Que coisa, né? Em São Paulo, a maior cidade, o maior aeroporto. Eu queria um mapa. Vou pegar um ônibus agora para Congonhas, quem sabe eu consigo lá", disse. Não deu certo. Naize continuou sem mapa porque o Aeroporto de Congonhas não tem Central de Informação Turística. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
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